João Pais

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Apontamentos da Selecção Caminhos II

Há uns anos quando Kia­ros­tami nos mos­trou o público de Shi­rin, ficá­mos com uma visão dife­rente daquilo que era cinema e espec­ta­dor, do que era a catarse e o sen­ti­mento expresso na face daquele que se isola acom­pa­nhado na sala de pro­jec­ção. André Gil da Mata con­se­gue ir mais longe, indo até à sala de pro­jec­ção mos­trando-nos Sena e o seu quo­ti­di­ano de pro­je­ci­o­nista jugos­lava, com o amor pelo cinema e pela memó­ria colec­tiva da arte cine­ma­to­grá­fica com o pre­texto e metá­fora de Eva Ras.

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Apontamentos da Selecção Caminhos

A XXII Edi­ção dos Cami­nhos já se encon­tra a meio e muito do melhor do nosso cinema já foi pro­jec­tado em grande tela. A gala de aber­tura, no Mos­teiro Santa Clara-a-Nova, foi com­posta por um cres­cendo cine­ma­to­grá­fico. O cinema é feito, ide­al­mente, para mui­tos. Vari­a­dos são os espec­ta­do­res e os seus gos­tos, tendo a ses­são de aber­tura repre­sen­tado uma mos­tra da pos­si­bi­li­dade de cri­a­ção de fil­mes: um for­mato aca­dé­mico, de ani­ma­ção e de grande pro­du­ção.

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Crónicas da Programação – VI

Se tivés­se­mos a capa­ci­dade de obser­var de fora o inte­rior da inti­mi­dade das habi­ta­ções, des­co­bri­ría­mos com exac­ti­dão a ver­dade. No inte­rior des­sas casas, essa ver­dade sur­gi­ria des­pida de más­ca­ras exi­gi­das pela soci­e­dade, tendo a capa­ci­dade de mos­trar seres por inteiro, inde­pen­den­te­mente do que isso impli­que. Hoje no TAGV mos­tra-se cinema íntimo e real, revela-se essa capa­ci­dade de entrar em casas docu­men­ta­das e fic­ci­o­na­das, fazendo-nos per­der no cami­nho do meio que ser­pen­teia ambos os géne­ros cine­ma­to­grá­fi­cos.

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Crónicas da Programação – V

O iní­cio da fase adulta implica por vezes um des­mem­bra­mento da cri­ança e do ado­les­cente que resi­dem den­tro daquele que cresce. Ide­al­mente feito de forma pau­la­tina, na prá­tica acaba por ser um salto ines­pe­rado. O bom cinema, seja fic­ci­o­nal ou docu­men­tal, tem a capa­ci­dade de regis­tar e mos­trar – se o seu cri­a­dor assim o enten­der – essa trans­fe­rên­cia de cons­ci­ên­cia entre a cri­ança e o recém-adulto, que são o mesmo.

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Crónicas da Programação – IV

Afirma-se con­se­cu­ti­va­mente que tempo não é inten­si­dade. Nem sem­pre existe a carên­cia de pro­lon­gar a dura­ção de uma obra, quando o seu intento se acha sufi­ci­en­te­mente satis­fa­tó­rio em alguns minu­tos. Hoje o TAGV terá as suas ses­sões dedi­ca­das prin­ci­pal­mente a cur­tas, levando o espec­ta­dor a per­cor­rer cami­nhos de expres­si­vi­dade total­mente dis­tin­tos.

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Crónicas da Programação – II

Con­se­gui­mos extrair, atra­vés da aná­lise dos fil­mes pro­du­zi­dos em certa época, o estado actual das coi­sas. O cinema por­tu­guês pode fun­ci­o­nar como um género de mani­festo cul­tu­ral con­tra as coi­sas nefas­tas da situ­a­ção estag­nada do nosso país.

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Crónicas da Programação – I

Os Cami­nhos come­çam a ser per­cor­ri­dos nesta XXI edi­ção no Audi­tó­rio do Con­ser­va­tó­rio de Música de Coim­bra. Para o nosso fes­ti­val, cinema não deve ser ape­nas mos­trado para ser visto e ouvido, mas tam­bém tem de for­ne­cer a semente ideal neces­sá­ria para esti­mu­lar o nas­ci­mento de novas obras.

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Crónicas de Programação – VIII

A espe­rança e amor são dois sen­ti­men­tos que, ali­a­dos, tor­nam pos­sí­vel todas as coi­sas raci­o­nal­mente inal­can­çá­veis. Con­ti­nu­a­mos com a temá­tica Amar de todas as for­mas’¸ mos­trando que a pai­xão por alguém ou algo con­se­gue mover este cami­nho emo­ci­o­nal que é o amor.

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Crónicas de Programação – VII

O amor e a pai­xão sem­pre foram repre­sen­ta­dos no cinema. A capa­ci­dade de trans­fe­rir para tela sen­ti­men­tos de cum­pli­ci­dade, par­ti­lha e comu­nhão tem-se feito de vari­a­das for­mas, das mais ingé­nuas e jovens às mais madu­ras e con­tem­pla­ti­vas. Amar deve ser isso mesmo, amar de todas as for­mas e manei­ras.

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