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Ciclo Arqueologia pela Imagem em Movimento”

Museu Mono­grá­fico de Conim­briga, em par­ce­ria com os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês e o Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos, apre­sen­tam a pro­gra­ma­ção do ciclo de cinema Arque­o­lo­gia pela Ima­gem em Movi­mento”. A par­tir do pen­sa­mento de Jorge de Alar­cão:

se o ani­mal deixa no chão tra­ços da sua pas­sa­gem, mai­o­res são os ves­tí­gios que o homem deixa de si nos luga­res onde esteve”

Pro­cura-se com este ciclo de cinema des­ve­lar cir­cuns­tân­cias his­tó­ri­cas da pas­sa­gem do homem pelo tempo. Num apelo à dimen­são ima­gé­tica reve­lar-se-á uma arque­o­lo­gia que conta his­tó­rias. Tra­ços de épo­cas. Com ação, romance e sus­pense.

As ses­sões do ciclo de cinema decor­re­rão no Audi­tó­rio do Museu Mono­grá­fico de Conim­briga de 2025 de março, ini­ci­ando-se às 21h30, sendo algu­mas das ses­sões comen­ta­das por alguns dos inter­ve­ni­en­tes das obras pro­gra­ma­das. A entrada é livre e sujeita à lota­ção da sala.

Fichas de Sala

20 de março | segunda | 21:30

Altamira 97

Hugh Hud­son M/​12
Espa­nha, França e Reino Unido (2016)

Esta ses­são tem o apoio da Cine­mundo. Alta­mira está dis­po­ní­vel para com­pra ou alu­guer na página: http://​www​.cine​mundo​.pt/​f​i​l​m​e​s​/​a​l​t​amira

Corre o ano de 1879 e Maria, uma cri­ança com ape­nas 9 anos de idade, e o seu pai Mar­ce­lino (Ban­de­ras), habi­tan­tes da comu­ni­dade espa­nhola de Can­tá­bria, des­co­brem, por mero acaso, uma caverna com várias pin­tu­ras rupes­tres que remon­tam ao Pale­o­lí­tico Supe­rior.

A mãe de Maria, a devota Con­chita, duvida que sel­va­gens pré-his­tó­ri­cos pos­sam ter cri­ado arte de tal beleza, levando a que a Igreja Cató­lica veja a des­co­berta como uma ame­aça ao que é des­crito na Bíblia.

Surge então a acu­sa­ção de que as pin­tu­ras são fal­sas, o que leva Mar­ce­lino a tor­nar a busca pela ver­dade uma mis­são… já que ele é o prin­ci­pal acu­sado.

21 de março | terça | 21:30

Andrey Rublev 205

Andrei Tar­kovski M/​12
União Sovié­tica (1966)
Poster for the movie "Andrei Rublev"

Um conto medi­e­val arre­ba­ta­dor sobre a vida do maior pin­tor de íco­nes russo. O fresco de um período tur­bu­lento do século XV na Rús­sia, mar­cado por lutas inter­mi­ná­veis entre prín­ci­pes rivais e inva­sões. Um filme sobre o poder das ima­gens e das sen­sa­ções.

22 de março | quarta | 21:30, Com a pre­sença de Antó­nio M. Bap­tista, Direc­tor do Museu do Côa

A Arte da Luz tem 20000 anos 55

João Bote­lho M/​6
Por­tu­gal (2014)

Esta ses­são tem o apoio da Ar de Fil­mes.

No Vale do Côa, a Arte da Luz” no seu esplen­dor por todo o sem­pre diante de nós, mesmo para aque­les que ainda não viram, mas que segu­ra­mente farão a pere­gri­na­ção obri­ga­tó­ria. Por­que é de arte que se trata, e a arte é con­di­ção pri­mor­dial da exis­tên­cia humana e da sua liber­dade! Ben­di­tos sejam os que luta­ram con­tra quem que­ria inun­dar e sepul­tar para sem­pre tal­vez o maior tesouro artís­tico que existe em Por­tu­gal. Ben­di­tos sejam os que nos livra­ram do pecado infecto da des­trui­ção irre­me­diá­vel do legado de artis­tas geni­ais que pro­du­zi­ram a maior con­cen­tra­ção da grande Arte da Luz” que no mundo acon­te­ceu! Há mais de 15 mil anos, há mais de 20 mil anos, num pequeno e des­gra­çado ter­ri­tó­rio que há ape­nas 900 anos se pas­sou a cha­mar Por­tu­gal! – João Bote­lho
23 de março | quinta | 21:30, Com a pre­sença de Raúl Losada, Pedro Car­va­lho e Rui Pedro Lamy

Fundeadouro Romano em Olisipo 55

Raúl Losada M/​6
Por­tu­gal (2015)

Esta ses­são tem o apoio da Time­Land Fil­mes.

Conhe­cer Oli­sipo, a Lis­boa de há quase dois mil anos, a cidade como nunca a viu atra­vés do docu­men­tá­rio da auto­ria de Raul Losada, com uma iné­dita e sur­pre­en­dente recri­a­ção arque­o­ló­gica vir­tual 3D de César Figuei­redo.

Tendo como fio con­du­tor uma cam­pa­nha arque­o­ló­gica na Praça D. Luís I, que reve­lou um fun­de­a­douro de época romana, deixe-se levar por uma his­tó­ria do impé­rio romano, com para­gem obri­ga­tó­ria na capi­tal” por­tuá­ria da pro­vín­cia da Lusi­tâ­nia.

Há milha­res de anos, Oli­sipo seria uma cidade marí­tima aberta ao impé­rio e um dos mais impor­tan­tes por­tos de toda a fachada Atlân­tica, ligando o Medi­ter­râ­neo ao norte da Europa, abas­te­cendo os exér­ci­tos de Roma esta­ci­o­na­dos na Bri­tâ­nia e Ger­mâ­nia Infe­rior.

O Ouro de Tresminas – Paisagem Cultural e Tecnologia Mineira Romana 20

Rui Pedro Lamy, Javier Sán­chez-Palen­cia e Pedro Car­va­lho M/​6
Por­tu­gal (2015)

Esta ses­são tem o apoio da Arque­ohoje.

Há cerca de 2000 anos um des­ta­ca­mento de uma das pode­ro­sas legiões roma­nas ins­ta­lou-se na Serra da Padrela para orga­ni­zar e con­tro­lar a explo­ra­ção em larga escala do ouro de Tres­mi­nas e Jales.

As mar­cas dessa explo­ra­ção mos­tram-se ainda hoje de forma muito expres­siva. Duas enor­mes cor­tas. Pro­fun­das gale­rias. Uma extensa rede de canais, liga­dos a depó­si­tos e bar­ra­gens. Volu­mo­sas escom­brei­ras. Para além dos carac­te­rís­ti­cos moi­nhos de pilões uti­li­za­dos na moa­gem final do miné­rio.

Mas tam­bém sub­sis­tem impor­tan­tes tes­te­mu­nhos dos homens e mulhe­res que vive­ram e tra­ba­lha­ram em Tres­mi­nas; e que aqui mor­re­ram.

Como resul­tado do enorme inves­ti­mento aqui efec­tu­ado ao longo de mais de 200 anos, estas minas de ouro foram uma das mais rele­van­tes de todo o Impé­rio Romano, sendo as mais impor­tan­tes do Por­tu­gal Romano.

24 de março | sexta | 21:30

Falamos de António Campos 60

Cata­rina Alves Costa M/​6
Por­tu­gal (2009)

Um retrato de Antó­nio Cam­pos, cine­asta excep­ci­o­nal a que cha­ma­ram ama­dor, um dos mais sin­gu­la­res rea­li­za­do­res por­tu­gue­ses pelo modo como fil­mou o país nas déca­das de 6070. Con­si­de­rado um rea­li­za­dor à mar­gem, um soli­tá­rio, um ins­tin­tivo, Cam­pos repre­senta a pai­xão de fil­mar.
25 de março | sábado | 21:30

The Body 109

Jonas McCord M/​12
Ale­ma­nha, EUA, Israel (2001)

No meio de uma esca­va­ção em Jeru­sa­lém, uma arqueó­loga encon­tra um esque­leto de alguém que, de acordo com as evi­dên­cias, foi cru­ci­fi­cado na época em que Pon­cius Pila­tus era gover­na­dor de Roma. Um estudo mais apro­fun­dado leva a pes­qui­sa­dora a crer que aquele pode ser o corpo de Jesus Cristo. Mas, segundo as Escri­tu­ras, Ele res­sus­ci­tou e subiu aos céus sem dei­xar rasto. As auto­ri­da­des do Vati­cano deci­dem, então, enviar o padre Matt Guti­er­rez, ex-agente do Ser­viço de Inte­li­gên­cia, ques­ti­o­nar os tra­ba­lhos da arqueó­loga na busca pela ver­dade.

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