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Os Premiados!
Escrito por Vitor Ferreira   
Domingo, 25 Maio 2008
Finalmente temos os vencedores de 2008, antes de revelar os seus nomes deixar em nome da organização do festival um muito obrigado pela sua participação, carinho e empenho em promover, divulgar e estimular o gosto pelo cinema português coisa que se reflecte pela sua participação neste festival. Mas a hora é dos vencedores, eis os melhores de 2008 nas diferentes categorias:
 
JÚRI OFICIAL
Grande Prémio do Festival

Deus não Quis, de António Ferreira
"pela forma cinematograficamente belíssima com que conta uma história de amor trágica, com uma excelente desenvoltura narrativa, numa concepção global da obra que considera dignificar o Cinema Português." 

Prémio para a Melhor Longa-Metragem

Daqui p’ra Frente, de Catarina Ruivo
"pela coragem com que a realizadora assumiu uma temática interessante e difícil, por caminhos inexplorados, pela sua sensibilidade e criatividade e ainda pela beleza crua da fotografia e fluidez da narrativa." 

Prémio para a Melhor Curta-Metragem

Antes de Amanhã, de Gonçalo Galvão Teles
"pela forma irrepreensível e surpreendente segurança com que filmou e nos passou, em poucos minutos, tanta informação e sentimento, renovando-nos a esperança no Cinema Nacional." 

Menção Honrosa
China, China, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata
"pela originalidade do argumento, pela excelente direcção de actores e pelos riscos assumidos e capacidade de nos provocar sensações tão contraditórias." 

Prémio para a Melhor Animação
Ossudo, de Júlio Alves
"pela dramaticidade dos traços, pela beleza da musicalidade, e pela magnífica atmosfera." 

Prémio para o Melhor Documentário
Mulheres Traídas, de Miguel Marques
"pela originalidade do desafio e por nos ter proporcionado momentos tão surpreendentes e divertidos." 

Prémio Revelação

No Ponto mais Alto da Lua, de Marina Palácio
"pela maravilhosa e poética animação."

JÚRI FICC
Prémio Dom Quijote – Júri da Federação Internacional de Cineclubes

Tóquio Porto 9 Horas, de João Brochado
"The jury appreciates how such a simple yet clever idea shows us the differences and similarities between two cities that are so far away, one in Asia and one in Europe. We are observers to the people everyday life, and the director doesn´t try to interfere or tell us what to think. We find the film very fascinating because it shows the two cities activities at the same time, side by side, using split-screen.  It can be understood all over the world, with no explanation or translation needed. It is a true global film." 
 
JÚRI IMPRENSA
Prémio de Imprensa

Deus não Quis, de António Ferreira
“pois a narrativa desenrola-se sem qualquer diálogo, apostando na emotividade visual, reforçando deste modo o tema da separação e do reencontro ansiado por ambas as personagens.” 

PÚBLICO
Prémio do Público

Dot.Com de Luis Galvão Teles
 
 
 
 
Crónica
Escrito por Michelle Sales   
Sábado, 24 Maio 2008

A segunda longa-metragem a concorrer na XV edição do Caminhos do Cinema português, "Corrupção", filme não assinado pelo director mas produzido por Alexandre Valente causou surpresa. Porém, não foi pelas peculiaridades da película - que mistura o non-sense e a telenovela numa tentativa de film noir que, por esses motivos, fica distante de qualquer tentativa de compreensão. Cenas gratuitas, personagens mal-estruturados, um frágil e confuso enredo que envolve a corrupção no universo do futebol e figurões da política em Portugal, não convence e incomoda.
Além disso, a cópia enviada à organização do festival continha legendas que se repetiam a cada quinze minutos com a seguinte máxima:FOR PER VIEW PROPOSES ONLY ... O que o torna ainda mais incompreensível ou inconcebível ou, mesmo, inaceitável.
Na tentativa de "dinamizar" o cinema, atrair o público e divertir, o cinema português tem caído em armadilhas como "Corrupção" que nos fazem reflectir sobre o compromisso ético com a sétima arte ou, no mínimo, sobre o respeito com o qual o público deveria ser tratado.
Entre curtas e longas a surpresa da segunda noite foi mesmo a película de João brochado "Tóquio Porto 9 Horas" que, como sugere o título, traça um imprevisível paralelo entre estas duas cidades que revelam, na sua diferença,uma estranha semelhança. Bastante gráfico, com boa fotografia e excelente escolha na selecção dos espaços a filmar. O filme revela uma consistência na realização e o bom gosto do director.
 
Crónica
Escrito por Michelle Sales   
Sexta, 23 Maio 2008

98 octanas, de Fernando Lopes

Tudo sem um certo ar retrospectivo, a começar pelos personagens - em uma constante revisão dos seus passados. Entretanto, o olhar do realizador é sobretudo contemporâneo: consegue misturar poesia com road movie e ainda continuar a parecer um filme português dos bons. O enredo, na fragilidade de um encontro casual entre dois desconhecidos, estabelece uma profunda relação sensual entre Maria e Diniz com cenas absolutamente sugestivas - com um som muito bem trabalhado, aliás marca do realizador que desde Belarmino estabelece a banda sonora não como um complemento à imagem, mas como um elemento potencializador da síntese entre o som e imagem.
Os diálogos surpreendem - pela imprevisibilidade e sofisticação. Mas a força maior do filme é mesmo os actores, ou os complexos personagens que eles conseguem estabelecer na inconstância de vidas frágeis que se impõe no encontro entre a sexual rapariguinha de 20 e poucos anos orfã e o senhor de meia-idade amargurado e repleto de frustrações. Pode soar o clichê, mas de facto Fernando Lopes apropria-se disso muito bem e faz nos sorrir outra vez...
 
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Últimas Notícias

Devido à parca participação no Concurso de Cartaz para 2009, a direcção do festival entendeu prorrogar o prazo para a apresentação de propostas até 31 de Julho de 2008. Participe e veja o seu cartaz como imagem oficial da XVI edição do festival a ter lugar em Abril de 2009!
 

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