Realização

2831 de Março 2015

RESUMO

A Rea­li­za­ção passa pela coor­de­na­ção cri­a­tiva e téc­nica de toda a equipa de fil­ma­gens (ima­gem e som), impondo uma uni­dade esté­tica e uma orga­ni­za­ção fun­ci­o­nal às con­tri­bui­ções de todos os que cola­bo­ram na pro­du­ção do filme. Neste módulo tra­tar-se-ão os conhe­ci­men­tos e com­pe­tên­cias neces­sá­rias a essa coor­de­na­ção, assim como à coe­rên­cia artís­tica de todos os mate­ri­ais que resul­ta­rão da roda­gem, abran­gendo áreas que irão, do ponto de vista orga­ni­za­tivo, desde a pla­ni­fi­ca­ção das fil­ma­gens à orga­ni­za­ção do dia de roda­gem e dos meios e cola­bo­ra­do­res neces­sá­rios à mesma no pla­teau”, e, do ponto de vista cri­a­tivo, desde a com­po­si­ção dos pla­nos à orga­ni­za­ção da mise-en-scène” (ilu­mi­na­ção, déco­res, repre­sen­ta­ção e movi­mento dos acto­res) para cada cena.

No cinema é fre­quente atra­ves­sar­mos um ponto onde aban­do­na­mos o mundo que nos situa. Per­ce­be­mos então que a fic­ção se sobrepôs à rea­li­dade, fazendo-nos ques­ti­o­nar, rir ou emo­ci­o­nar sobre uma ima­gem bidi­men­si­o­nal pro­jec­tada numa tela branca. Foi sem dúvida a par­tir de lá que alguém con­se­guiu codi­fi­car uma men­sa­gem, mani­pu­lar per­so­na­gens e fazer con­fluir inter­ven­ções artís­ti­cas que resul­tam na ali­e­na­ção de um con­junto de sujei­tos. É algu­res neste pro­cesso que o cora­ção dis­para e começa, depois, a bater num ritmo estra­nha­mente con­for­tá­vel até os olhos sen­ti­rem um ardor vul­gar­mente asso­ci­ado à emo­ção de quem pre­sen­ciou Arte. Con­cluí­mos então que apre­en­de­mos um objecto artís­tico e que, muito pro­va­vel­mente, alguém rea­li­zou um filme.

PLANO DA SESSÃO

Objec­ti­vos: Dotar os for­man­dos de conhe­ci­men­tos teó­ri­cos e prá­ti­cos essen­ci­ais para a rea­li­za­ção de um filme.

Meto­do­lo­gia: Cada for­mando irá rea­li­zar uma parte de uma curta-metra­gem e diri­gir acto­res. Além da rea­li­za­ção irá expe­ri­men­tar as diver­sas tare­fas de uma equipa de roda­gem (som, ano­ta­ção, câmara, etc). 

Con­teú­dos:
– A lin­gua­gem e Esté­tica Cine­ma­to­grá­fica. A Dir. Foto­gra­fia, Arte, Musica e Som – Opções e Esco­lhas
– Os pla­nos e enqua­dra­men­tos. Com­po­si­ção e Opções Nar­ra­ti­vas.
– Estru­tura Humana e Téc­nica de uma pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica.
– O guião e a sua estru­tura. Script Bre­ack­Down
– As fun­ções e com­pe­tên­cias do rea­li­za­dor
– Exer­cí­cios prá­ti­cos de direc­ção de acto­res
– Exer­ci­cios prá­ti­cos de rea­li­za­ção
– Visu­a­li­za­ção e dis­cus­são das ima­gens pro­du­zi­das

DATA & LOCAL

2831 de Março 2015
9:00 — 18:00
40 horas

Admissão

Con­di­ção Preço Data de Ins­cri­ção
Sócios CEC & Juni­o­res 100 2015÷03÷26
Estu­dan­tes 130 2015÷03÷26
Público Early Bird 160 2015÷03÷21
Público Geral 200 2014÷03÷26

Ins­cri­ção

Formador

Artur Serra Araújo
Realizador

Nas­cido em 1977, Serra Araújo com­pleta a licen­ci­a­tura de Som e Ima­gem na Escola das Artes da Uni­ver­si­dade Cató­lica em 2003. Depois de rea­li­zar as cur­tas metra­gens Uma Comé­dia Infe­liz e Frio, com as quais rece­beu exce­lente acei­ta­ção por parte do público e da cri­tica, aven­tura-se na escrita de tea­tro com a peça Alter Ego, levada à cena pelo Tea­tro Bruto em 2006. No ano seguinte, apre­senta a pri­meira longa metra­gem, Sui­ci­dio Enco­men­dado, sendo-lhe atri­buído, entre outros, o pré­mio espe­cial do júri do Fan­tas­porto 2007.

Artur Serra Araújo

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    A Rea­li­za­ção passa pela coor­de­na­ção cri­a­tiva e téc­nica de toda a equipa de fil­ma­gens (ima­gem e som), impondo uma uni­dade esté­tica e uma orga­ni­za­ção fun­ci­o­nal às con­tri­bui­ções de todos os que cola­bo­ram na pro­du­ção do filme.

    2831 de Março
    Sócios CEC & Juni­o­res 100
    Estu­dan­tes 130
    Early Bird 160
    Público Geral 200€ 

  • Direcção de Fotografia <span class="numbers">1</span>

    Direcção de Fotografia 1

    Com o objec­tivo de trans­mi­tir os conhe­ci­men­tos téc­nico-artís­ti­cos da impor­tân­cia do papel do Direc­tor de Foto­gra­fia (DF), a sua comu­ni­ca­ção com o rea­li­za­dor e sobre a forma como ele cons­troi e gere a sua equipa, o pri­meiro módulo, teó­rico, abor­dará os 3 aspec­tos essen­ci­ais da ima­gem: os artís­ti­cos, os téc­ni­cos e a equipa da DF.

    21 de Feve­reiro
    Sócios CEC & Juni­o­res 35
    Estu­dan­tes 55
    Early Bird 55
    Público Geral 70 

  • Direcção de Fotografia <span class="numbers">2</span>

    Direcção de Fotografia 2

    Nesta segunda parte deste módulo, com­ple­ta­mente prá­tico, que acom­pa­nhará dois dias de roda­gem, serão colo­ca­dos em prá­tica os con­cei­tos e téc­ni­cas ensi­na­das no módulo Direc­ção de Foto­gra­fia 1. O guião será lido e pla­ni­fi­cado junto com a rea­li­za­ção para que, em cada fia de roda­gem, se saiba o que fazer e como, por forma a gerir a equipa e dis­tri­buir o tra­ba­lho. Desta aná­lise, o DF deter­mi­nará que dis­tân­cias focais usar, que pro­fun­di­dade de campo alcan­çar, que posi­ção de camara e que menus uti­li­zar. O DF irá deci­dir que ilu­mi­na­ção usar, que equi­pa­mento uti­li­zar e que aces­só­rios levar. O DF deter­mi­nará o cha­mado dese­nho de luz com posi­ci­o­na­mento de pro­jec­to­res, que lam­pa­das, fil­tros difu­so­res e demais aces­só­rios uti­li­zar para garan­tir o efeito lumí­nico e cro­má­tico pre­ten­dido. Todo este pro­cesso será expli­cado ao longo des­tes 2 dias de roda­gem, res­pon­dendo às ques­tões que os for­man­dos vão colo­cando.

    2829 de Março
    Sócios CEC & Juni­o­res 50
    Estu­dan­tes 60
    Early Bird 75
    Público Geral 100€ 

  • Direcção de Som

    Direcção de Som

    A uti­li­za­ção expres­siva de som em arti­cu­la­ção com a ima­gem é, desde há muito, jus­ta­mente con­si­de­rada uma parte essen­cial de qual­quer pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica ou audi­o­vi­sual, jus­ti­fi­cando-se o seu tra­ta­mento inde­pen­dente.

    22 de Feve­reiro de 2015

    Sócios CEC & Juni­o­res 35
    Estu­dan­tes 55
    Early Bird 55
    Público Geral 70