• vlcsnap-00001.png

    SOBRE OLIVEIRA & BOTELHO

    Manoel de Oli­veira tem sido con­si­de­rado pelos seus pares como um dos gran­des Mes­tres do cinema. Aos seus 73, como jeito de registo cine­ma­to­grá­fico da dor, memo­riza a sua casa, o aban­dono do mate­rial e a perda da esta­bi­li­dade para um novo ponto de par­tida exis­ten­cial. Ape­sar de pare­cer algo total­mente nefasto se olhado super­fi­ci­al­mente, repre­sen­tou um marco na sua car­reira, a influên­cia da busca pelo real que pode ser fic­ci­o­nado, a refe­rên­cia e amor pela arte de forma trans­ver­sal (não são raras as refe­rên­cias a Agus­tina, por exem­plo) expressa pela pelí­cula.

    saber mais

  • 15194588198_b6a60073ef_k.jpg

    Cerimónia de Encerramento 

    Os Cami­nhos esten­dem a pas­sa­deira ver­me­lha no dia 26 pelas 21h45 no TAGV para conhe­cer os gran­des ven­ce­do­res da sele­ção cami­nhos e da sele­ção ensaios. Esta última ses­são é o cul­mi­nar de 8 dias de fes­ti­val, onde o público fica a conhe­cer ofi­ci­al­mente todos os ven­ce­do­res das mais diver­sas cate­go­rias apre­ci­a­das pelos diver­sos gru­pos de jura­dos desta edi­ção.

    saber mais

  • Photo-2-stillkako2.jpg

    Apontamentos da Selecção Caminhos II

    Há uns anos quando Kia­ros­tami nos mos­trou o público de Shi­rin, ficá­mos com uma visão dife­rente daquilo que era cinema e espec­ta­dor, do que era a catarse e o sen­ti­mento expresso na face daquele que se isola acom­pa­nhado na sala de pro­jec­ção. André Gil da Mata con­se­gue ir mais longe, indo até à sala de pro­jec­ção mos­trando-​nos Sena e o seu quo­ti­di­ano de pro­je­ci­o­nista jugos­lava, com o amor pelo cinema e pela memó­ria colec­tiva da arte cine­ma­to­grá­fica com o pre­texto e metá­fora de Eva Ras.

    saber mais

  • Photo-1-Captura_de_ecra_2016-05-5_as_01.27.18.jpg

    Apontamentos da Selecção Caminhos 

    A XXII Edi­ção dos Cami­nhos já se encon­tra a meio e muito do melhor do nosso cinema já foi pro­jec­tado em grande tela. A gala de aber­tura, no Mos­teiro Santa Clara-a-Nova, foi com­posta por um cres­cendo cine­ma­to­grá­fico. O cinema é feito, ide­al­mente, para mui­tos. Vari­a­dos são os espec­ta­do­res e os seus gos­tos, tendo a ses­são de aber­tura repre­sen­tado uma mos­tra da pos­si­bi­li­dade de cri­a­ção de fil­mes: um for­mato aca­dé­mico, de ani­ma­ção e de grande pro­du­ção.

    saber mais

  • vlcsnap-2016-11-22-09h28m39s566.jpg

    Depois do Adeus 

    Momen­tos SP foi uma ses­são espe­cial dedi­cada à série por­tu­guesa Depois do Adeus’ de Patrí­cia Sequeira e Sér­gio Gra­ci­ano. Neste epi­só­dio vemos uma famí­lia que, após a queda da dita­dura do Estado Novo em 1975, se vê obri­gada a regres­sar a Por­tu­gal e a aban­do­nar a vida em Angola após uma vaga de vio­lên­cia se aba­ter no país depois do anún­cio da inde­pen­dên­cia.

    saber mais

  • IMG_0292-e1479645612462.jpg

    Discurso de Abertura 

    Encon­tramo-​nos na aber­tura da XXII Edi­ção do Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, este ano no Mos­teiro de Santa Clara a Nova, como marca da união entre o nosso fes­ti­val e a his­tó­ria cul­tu­ral da cidade de Coim­bra.

    Ape­sar de todas as difi­cul­da­des que sem­pre mar­cam a orga­ni­za­ção de um evento como este, foi con­se­guida inau­gu­rar mais uma edi­ção gra­ças ao cons­tante apoio da nossa orga­ni­za­ção e par­cei­ros.

    saber mais

  • 1597142_758172964207338_881923026_o.jpg

    Crítica de Cinema, Storyboard e Cinema Documental abrem a 6ª edição do Cinemalogia 

    O Curso de ini­ci­a­ção à rea­li­za­ção cine­ma­to­grá­fica – Cine­ma­lo­gia 6 – pre­tende trans­mi­tir os conhe­ci­men­tos basi­la­res essen­ci­ais para a aqui­si­ção de com­pe­tên­cias, sejam elas téc­ni­cas ou artís­ti­cas, neces­sá­rias para a ela­bo­ra­ção de um pro­jecto cine­ma­to­grá­fico. Com o intuito de enri­que­cer o cur­rí­culo prin­ci­pal do curso, este ano são apre­sen­ta­dos três Módu­los Com­ple­men­ta­res aber­tos tanto para os nos­sos estu­dan­tes como para o público geral.

    saber mais

  • fotografias-web.jpg

    Retratos do Cinema Português 

    O fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês e a Aca­de­mia Por­tu­guesa de Cinema apre­sen­tam a expo­si­ção Retra­tos da Aca­de­mia Por­tu­guesa”, que poderá ser vista em todos os espa­ços de pro­jec­ção do fes­ti­val. A mos­tra foto­grá­fica irá ser em Coim­bra (Tea­tro Aca­dé­mico Gil Vicente) e em Lei­ria (Tea­tro Miguel FrancoTea­tro José Lúcio da Silva), entre os dias 1926 de Novem­bro.

    saber mais

<a href=“https://flic.kr/s/aHskLgFc<span class="numbers">2</span>K” target=“_blank”>Click to View</a>

  • Pro­je­tos como o Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês” são for­mas dife­ren­tes e ori­gi­nais de tra­ba­lhar os ter­ri­tó­rios, dando-lhes ainda mais ati­vos na mis­são de atra­ção de visitantes/​turistas. Em mui­tos casos, dando-lhes uma nova vida, uma nova dinâ­mica. Desta forma, dão o seu con­tri­buto na estru­tu­ra­ção do Turismo Cul­tu­ral, de pes­soas que visi­tam os des­ti­nos com este pro­pó­sito: de expe­ri­men­tar, de se emo­ci­o­nar, de apren­der, de conhe­cer e, no final, evo­luir.

    Pedro Machado, Pre­si­dente da E.R. de Turismo do Cen­tro de Por­tu­gal (2016)
  • Pode­mos dizer que [Os Cami­nhos] é um fes­ti­val de resis­tên­cia, feito por resis­ten­tes. Um fes­ti­val ao qual tan­tas vezes vati­ci­na­ram o seu fim e outras tan­tas vezes se ergueu, orgu­lhoso do tra­ba­lho feito e com os olhos pos­tos no que ainda falta fazer. Quem acom­pa­nha há déca­das os Cami­nhos sabe o quanto evo­luiu e quanto sacri­fí­cio foi posto em cada tarefa, em cada desa­fio.

    Só isso bas­ta­ria para o clas­si­fi­car de impres­cin­dí­vel, mas ele é-o desde a pri­meira hora pois assu­miu uma mis­são de defesa e divul­ga­ção do Cinema Por­tu­guês, um fes­ti­val que, neste país durante tan­tos anos de cos­tas vol­ta­das para o seu pró­prio Cinema, pou­cos arris­ca­riam rea­li­zar há 22 anos atrás.

    Paulo Mar­tins, Fede­ra­ção Por­tu­guesa de Cine­clu­bes (2016)
  • Acre­di­ta­mos que a aposta na demo­cra­ti­za­ção do acesso à arte e a for­ma­ção de novos públi­cos é a receita certa para a cri­a­ção de con­di­ções de sus­ten­ta­bi­li­dade da pro­du­ção cul­tu­ral e para que esta se afirme, nas suas diver­sas expres­sões, como um pilar estru­tu­rante de uma soci­e­dade moderna, culta, tole­rante e soli­dá­ria.

    Acre­di­ta­mos que este fes­ti­val, pela dimen­são e filo­so­fia que assume, con­tri­bui tam­bém para a aber­tura de novos cami­nhos ao cinema por­tu­guês, que vive um momento par­ti­cu­lar­mente feliz, com a afir­ma­ção de novos valo­res, com mere­cido reco­nhe­ci­mento naci­o­nal e inter­na­ci­o­nal.

    A rea­li­za­ção deste impor­tante evento, com âncora em Coim­bra e que agora se estende a Lei­ria, é igual­mente prova de que há cul­tura para além dos gran­des cen­tros e exem­plar do enge­nho que os agen­tes cul­tu­rais locais têm demons­trado para ultra­pas­sar as difi­cul­da­des orça­men­tais no país, par­ti­cu­lar­mente sen­sí­veis neste domí­nio.

    Gon­çalo Lopes, Vice-Pre­si­dente e Vere­a­dor da Cul­tura da Câmara Muni­ci­pal de Lei­ria (2016)
  • Durante uma semana, serão exi­bi­das, na cidade dos estu­dan­tes, obras em por­tu­guês de exce­lente qua­li­dade, num diá­logo per­ma­nente entre pro­fis­si­o­nais e público, resul­tando numa diver­si­dade de ima­gens, sons, temas e his­tó­rias que tor­nam este cer­tame único em Por­tu­gal. A Câmara Muni­ci­pal de Coim­bra dá assim as boas-vin­das a todos os par­ti­ci­pan­tes da XXII edi­ção do fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês. É um pri­vi­lé­gio rece­ber este evento que tem, ao longo dos anos, pres­ti­gi­ado e valo­ri­zado a cidade de Coim­bra.

    Carina Gomes, Vere­a­dora da Cul­tura da Câmara Muni­ci­pal de Coim­bra (2016)
  • (…)O acesso à cul­tura e a divul­ga­ção das artes depen­dem das polí­ti­cas públi­cas, mas não fun­ci­o­nam sem a ini­ci­a­tiva dos agen­tes e das asso­ci­a­ções cul­tu­rais. É gra­ças a esse espí­rito de ini­ci­a­tiva que o Direito à Cul­tura chega aos ter­ri­tó­rios e às pes­soas. Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês são uma des­sas ini­ci­a­ti­vas da soci­e­dade civil, que há já mais de vinte anos leva a arte cine­ma­to­grá­fica a Coim­bra. Por isso faço ques­tão de dei­xar aqui, nesta breve men­sa­gem, o meu reco­nhe­ci­mento público.

    Edu­ardo Ferro Rodri­gues, Sua Exce­lên­cia O Pre­si­dente da Assem­bleia da Repú­blica (2016)
  • Na 22ª edi­ção, o fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês tem sabido acom­pa­nhar a ener­gia e a qua­li­dade que têm mar­cado a pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica naci­o­nal. Ano após ano, Coim­bra torna-se palco de um evento que cum­pre aquele que é hoje um desa­fio e um obje­tivo das polí­ti­cas cul­tu­rais: demo­cra­ti­zar o acesso à cul­tura, dese­nhando pro­gra­mas para a cap­ta­ção de novos públi­cos. A pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica por­tu­guesa é cada vez mais reco­nhe­cida inter­na­ci­o­nal­mente mas aos Cami­nhos do Cinema che­gam não só as obras que já fize­ram per­curso pelos diver­sos fes­ti­vais, mas tam­bém os fil­mes de jovens rea­li­za­do­res, tanto por­tu­gue­ses, como estran­gei­ros, numa pro­gra­ma­ção de ser­viço público, ao espec­ta­dor e ao autor.

    Luís Cas­tro Men­des, Sua Exce­lên­cia O Minis­tro da Cul­tura Sua Exce­lên­cia O Minis­tro da Cul­tura (2016)
  • (…) O papel dos Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês é de uma enorme impor­tân­cia na divul­ga­ção e no reco­nhe­ci­mento da sétima arte que se faz no país. Ou, se qui­ser­mos, cru­cial para um melhor conhe­ci­mento d’“A Gló­ria de fazer cinema em Por­tu­gal”, título rou­bado a uma curta metra­gem pre­mi­ada em 2015 pelo fes­ti­val ao qual dedico estas linhas, e que remete para uma carta de José Régio escrita ao amigo Alberto Serpa. Nela, o escri­tor alude ao emprés­timo ou alu­guer de uma máquina pro­di­gi­osa para que o grupo dos Ultra (fun­dado, pre­ci­sa­mente, em Coim­bra) pudesse tam­bém expe­ri­men­tar a lin­gua­gem cine­ma­to­grá­fica, tendo como con­di­ção sine qua non das nos­sas pri­mei­ras expe­ri­ên­cias” a pre­sença da dita máquina, pelo menos durante um ano, em Coim­bra. [as coi­sas que se sabem gra­ças a’Os Cami­nhos…]

    Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês são, afi­nal, uma cele­bra­ção que resiste – como outros hon­ro­sos exem­plos em Por­tu­gal – às tem­pes­ta­des mag­né­ti­cas no pano­rama cul­tu­ral do país, e que cons­ti­tuem uma opor­tu­ni­dade para conhe­cer a com­po­si­ção, tecida de tan­tos fios, elé­tri­cos ou não, do cinema por­tu­guês.

    Clara Almeida San­tos, Vice-Rei­tora para a Cul­tura e Comu­ni­ca­ção da Uni­ver­si­dade de Coim­bra (2016)
  • Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, uma mon­tra anual da mais recente pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica por­tu­guesa, que durante uma semana trans­forma a cidade de Coim­bra num ponto de encon­tro e cele­bra­ção entre os cri­a­do­res e o seu público. Os cami­nhos são vari­a­dos, mas o des­tino pode ser resu­mido a um obje­tivo único, o da pro­mo­ção do cinema por­tu­guês, não somente atra­vés da sua exi­bi­ção, mas tam­bém de novos tri­lhos, o do estí­mulo da inves­ti­ga­ção e o da pro­posta de um ser­viço edu­ca­tivo.

    Filo­mena Ser­ras Pereira, Pre­si­dente do Con­se­lho Dire­tivo do ICA (2016)
  • Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, que se rea­li­zam anu­al­mente em Coim­bra, são, por con­se­guinte, uma opor­tu­ni­dade exem­plar para infor­ma­ção e for­ma­ção de públi­cos que, naquela cidade, já se habi­tu­a­ram a assis­tir à pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica por­tu­guesa mais recente. 

    A orga­ni­za­ção deste acon­te­ci­mento tem tido ainda o cui­dado de pre­pa­rar ciclos dedi­ca­dos aos auto­res, artis­tas, téc­ni­cos ou cor­ren­tes que, no pas­sado ou mais recen­te­mente, pers­pec­ti­vam a evo­lu­ção de ten­dên­cias ou reve­lam face­tas menos divul­ga­das do nosso cinema, con­tri­buido assim para a sua his­tó­ria viva.

    Pedro Pas­sos Coe­lho, Pri­meiro Minis­tro do Governo de Por­tu­gal (2014)
  • Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês têm uma impor­tân­cia fun­da­men­tal na divul­ga­ção dos fil­mes naci­o­nais pro­du­zi­dos nos anos mais recen­tes.

    Sendo Coim­bra uma cidade que con­voca várias siner­gias, uma vez que tem uma popu­la­ção estu­dan­til sig­ni­fi­ca­tiva e se situa no cen­tro geo­grá­fico do país, é o lugar pri­vi­le­gi­ado para este encon­tro anual da cul­tura cine­ma­to­grá­fica naci­o­nal e, por con­se­guinte, de con­fra­ter­ni­za­ção dos cri­a­do­res com o público já fide­li­zado.

    Jorge Bar­reto Xavier, Secre­tá­rio de Estado da Cul­tura (2014)