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    in memoriam Afonso Bastos 

    Esta­mos em cho­que! O nosso amigo e com­pa­nheiro des­tes cami­nhos do cinema Afonso Bas­tos fale­ceu ontem 24 de Março. O Afonso foi uma pedra basi­lar na 20.ª edi­ção do fes­ti­val dando gran­des pro­vas da sua enorme com­pe­tên­cia téc­nica e pro­fis­si­o­nal mas acima de tudo de altruísmo, com­pa­nhei­rismo e espí­rito de equipa. 

    A vida foi madrasta! Subi­ta­mente aos 25 anos per­de­mos um grande amigo das artes e do cinema em par­ti­cu­lar, que fazia tudo ao seu alcance para pro­mo­ver e pro­du­zir acti­vi­da­des cul­tu­rais em Coim­bra bem como no resto do país. 

    Não foram ape­nas os Cami­nhos que per­de­ram um grande amigo e colega, fomos todos nós. 

    Não nos des­pe­di­mos com um adeus, por­que nada é eterno, mas com um até já por­que sabe­mos que esta­rás no céu a bri­lhar por nós. 

    À sua famí­lia e ami­gos, apre­sen­ta­mos as mais sen­ti­das con­do­lên­cias.

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    Nuno Rocha, Manuel Pinto Barros e Pedro Adamastor coordenam rodagem de curta-metragem em Coimbra 

    O curso de Cinema – Cine­ma­lo­gia, pro­mo­vido pelos Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês desde 2011, pre­pa­rou ao longo dos últi­mos meses uma pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica e entra agora na der­ra­deira etapa da roda­gem. O iní­cio dos tra­ba­lhos está mar­cado para o dia 19 e pro­lon­gar-​se-​á até 23 de Março. Esta é a etapa cul­mi­nar de toda a for­ma­ção teó­rica e prá­tica levada a cabo desde o iní­cio deste curso dando forma visual ao ima­gi­ná­rio cri­ado no argu­mento.

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    Cerimónia de Encerramento 

    Che­ga­ram ao fim as ses­sões com­pe­ti­ti­vas do fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês. Ao longo de uma semana os espec­ta­do­res do fes­ti­val assis­ti­ram a cerca de duzen­tas obras fíl­mi­cas, dis­tri­buí­das tam­bém por Selec­ção Diás­po­ras, Repo­si­ções e Cami­nhos Mun­di­ais com o país con­vi­dado Áus­tria.

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    Palmarés dos XXI Caminhos do Cinema Português 

    E, ao sétimo dia, o Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês anun­cia os ven­ce­do­res da XXI edi­ção do fes­ti­val. Os vários júris do cer­tame reu­ni­ram e che­ga­ram a con­clu­sões sobre quais os fil­mes mere­ce­do­res de dis­tin­ção na edi­ção deste ano. Recor­da­mos que o Cami­nhos Film Fes­ti­val tem qua­tro pai­néis de júris dis­tin­tos que pre­meiam diver­sas metra­gens e cate­go­rias téc­ni­cas.

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    Sexto dia do caminhos film festival 

    A semana de Cami­nhos Film Fes­ti­val supe­rou o cume de quarta-feira e vai agora até ao final no pró­ximo sábado. Durante o dia de ontem ocor­re­ram perto de uma dezena de ses­sões de cinema onde foram exi­bi­dos mais de trinta fil­mes e onde o público teve opor­tu­ni­dade de colo­car ques­tões a vários cine­as­tas pre­sen­tes.

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    Início dos trabalhos do II Simpósio Internacional – As Fusões no Cinema 

    Tem ini­cio ama­nhã o II Sim­pó­sio Inter­na­ci­o­nal Fusões no Cinema. Inte­grado no XXI Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, e a decor­rer até sábado nas ins­ta­la­ções de Coim­bra da Uni­ver­si­dade Aberta, o encon­tro enquan­dra-​se no esforço do fes­ti­val de pro­mo­ver a cri­a­ção e divul­ga­ção de conhe­ci­mento sobre o cinema.

    Depois do sucesso da edi­ção inau­gu­ral no ano tran­sacto, o II Sim­pó­sio alarga o âmbito das comu­ni­ca­ções apre­sen­ta­das para incluir todas as fusões na sétima arte. Os tra­ba­lhos ini­ciam-​se às nove da manhã com uma mesa redonda onde esta­rão os jura­dos do fes­ti­val Maria Vieira e Lauro Antó­nio.

    A par­tir das onze da manhã é aberto o pri­meiro pai­nel onde serão dis­cu­ti­das as poten­ci­a­li­da­des do cinema nar­ra­tivo e sua rela­ção com o momento didác­tico da sétima arte. Apren­der com o cinema: da nar­ra­tiva à didác­tica, é o tema do pai­nel que abre o Sim­pó­sio e terá como ora­do­res con­vi­da­dos Luis M. Alves, da Uni­ver­si­dade do Porto e Pedro Alves, da Uni­ver­si­dade Cató­lica do Porto.

    Ao longo do dia mais três pai­néis terão lugar, subor­di­na­dos as temas tão diver­sos como o Web­do­cu­men­tá­rio e a Inte­rac­ti­vi­dade ou as visões dife­ren­tes da Arqui­tec­tura no Cinema. Até ao final do Sim­pó­sio, sábado dia 5 de Dezem­bro, ainda existe a pos­si­bi­li­dade de assis­tir a comu­ni­ca­ções que abor­da­rão temas como o cru­za­mento do Cinema com a Lite­ra­tura, às nove da manhã de dia 4; com a Pin­tura ou com a Foto­gra­fia este­ros­có­pica do século XIX no mesmo dia à tarde e por fim como ultra­pas­sar as difi­cul­da­des da Tra­du­ção e Legen­da­gem no sábado de manhã.

    O pro­grama com­pleto do II Sim­pó­sio Inter­na­ci­o­nal Fusões no Cinema pode ser con­sul­tado em cami​nhos​.info/​p​t​/​p​r​o​g​r​a​m​a​– i​i​– s​i​m​p​o​s​i​o​– i​n​t​e​r​n​a​c​ional. Para assis­tir às comu­ni­ca­ções é neces­sá­ria ins­cri­ção pré­via que pode ser efec­tu­ada em cami​nhos​.info/​p​t​/​s​i​m​p​o​s​i​o​/​s​i​m​p​o​s​i​o​– i​n​s​c​r​i​c​a​o​/​i​n​s​c​r​i​c​a​o​– s​i​m​p​o​s​i​o​– p​u​b​l​i​c​o​– geral.

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    Crónicas da Programação – VI

    Se tivés­se­mos a capa­ci­dade de obser­var de fora o inte­rior da inti­mi­dade das habi­ta­ções, des­co­bri­ría­mos com exac­ti­dão a ver­dade. No inte­rior des­sas casas, essa ver­dade sur­gi­ria des­pida de más­ca­ras exi­gi­das pela soci­e­dade, tendo a capa­ci­dade de mos­trar seres por inteiro, inde­pen­den­te­mente do que isso impli­que. Hoje no TAGV mos­tra-​se cinema íntimo e real, revela-se essa capa­ci­dade de entrar em casas docu­men­ta­das e fic­ci­o­na­das, fazendo-nos per­der no cami­nho do meio que ser­pen­teia ambos os géne­ros cine­ma­to­grá­fi­cos.

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  • (…)O acesso à cul­tura e a divul­ga­ção das artes depen­dem das polí­ti­cas públi­cas, mas não fun­ci­o­nam sem a ini­ci­a­tiva dos agen­tes e das asso­ci­a­ções cul­tu­rais. É gra­ças a esse espí­rito de ini­ci­a­tiva que o Direito à Cul­tura chega aos ter­ri­tó­rios e às pes­soas. Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês são uma des­sas ini­ci­a­ti­vas da soci­e­dade civil, que há já mais de vinte anos leva a arte cine­ma­to­grá­fica a Coim­bra. Por isso faço ques­tão de dei­xar aqui, nesta breve men­sa­gem, o meu reco­nhe­ci­mento público.

    Edu­ardo Ferro Rodri­gues, Sua Exce­lên­cia O Pre­si­dente da Assem­bleia da Repú­blica (2016)
  • Na 22ª edi­ção, o fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês tem sabido acom­pa­nhar a ener­gia e a qua­li­dade que têm mar­cado a pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica naci­o­nal. Ano após ano, Coim­bra torna-se palco de um evento que cum­pre aquele que é hoje um desa­fio e um obje­tivo das polí­ti­cas cul­tu­rais: demo­cra­ti­zar o acesso à cul­tura, dese­nhando pro­gra­mas para a cap­ta­ção de novos públi­cos. A pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica por­tu­guesa é cada vez mais reco­nhe­cida inter­na­ci­o­nal­mente mas aos Cami­nhos do Cinema che­gam não só as obras que já fize­ram per­curso pelos diver­sos fes­ti­vais, mas tam­bém os fil­mes de jovens rea­li­za­do­res, tanto por­tu­gue­ses, como estran­gei­ros, numa pro­gra­ma­ção de ser­viço público, ao espec­ta­dor e ao autor.

    Luís Cas­tro Men­des, Sua Exce­lên­cia O Minis­tro da Cul­tura Sua Exce­lên­cia O Minis­tro da Cul­tura (2016)
  • (…) O papel dos Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês é de uma enorme impor­tân­cia na divul­ga­ção e no reco­nhe­ci­mento da sétima arte que se faz no país. Ou, se qui­ser­mos, cru­cial para um melhor conhe­ci­mento d’“A Gló­ria de fazer cinema em Por­tu­gal”, título rou­bado a uma curta metra­gem pre­mi­ada em 2015 pelo fes­ti­val ao qual dedico estas linhas, e que remete para uma carta de José Régio escrita ao amigo Alberto Serpa. Nela, o escri­tor alude ao emprés­timo ou alu­guer de uma máquina pro­di­gi­osa para que o grupo dos Ultra (fun­dado, pre­ci­sa­mente, em Coim­bra) pudesse tam­bém expe­ri­men­tar a lin­gua­gem cine­ma­to­grá­fica, tendo como con­di­ção sine qua non das nos­sas pri­mei­ras expe­ri­ên­cias” a pre­sença da dita máquina, pelo menos durante um ano, em Coim­bra. [as coi­sas que se sabem gra­ças a’Os Cami­nhos…]

    Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês são, afi­nal, uma cele­bra­ção que resiste – como outros hon­ro­sos exem­plos em Por­tu­gal – às tem­pes­ta­des mag­né­ti­cas no pano­rama cul­tu­ral do país, e que cons­ti­tuem uma opor­tu­ni­dade para conhe­cer a com­po­si­ção, tecida de tan­tos fios, elé­tri­cos ou não, do cinema por­tu­guês.

    Clara Almeida San­tos, Vice-Rei­tora para a Cul­tura e Comu­ni­ca­ção da Uni­ver­si­dade de Coim­bra (2016)
  • Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, uma mon­tra anual da mais recente pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica por­tu­guesa, que durante uma semana trans­forma a cidade de Coim­bra num ponto de encon­tro e cele­bra­ção entre os cri­a­do­res e o seu público. Os cami­nhos são vari­a­dos, mas o des­tino pode ser resu­mido a um obje­tivo único, o da pro­mo­ção do cinema por­tu­guês, não somente atra­vés da sua exi­bi­ção, mas tam­bém de novos tri­lhos, o do estí­mulo da inves­ti­ga­ção e o da pro­posta de um ser­viço edu­ca­tivo.

    Filo­mena Ser­ras Pereira, Pre­si­dente do Con­se­lho Dire­tivo do ICA (2016)
  • Pro­je­tos como o Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês” são for­mas dife­ren­tes e ori­gi­nais de tra­ba­lhar os ter­ri­tó­rios, dando-lhes ainda mais ati­vos na mis­são de atra­ção de visitantes/​turistas. Em mui­tos casos, dando-lhes uma nova vida, uma nova dinâ­mica. Desta forma, dão o seu con­tri­buto na estru­tu­ra­ção do Turismo Cul­tu­ral, de pes­soas que visi­tam os des­ti­nos com este pro­pó­sito: de expe­ri­men­tar, de se emo­ci­o­nar, de apren­der, de conhe­cer e, no final, evo­luir.

    Pedro Machado, Pre­si­dente da E.R. de Turismo do Cen­tro de Por­tu­gal (2016)
  • Pode­mos dizer que [Os Cami­nhos] é um fes­ti­val de resis­tên­cia, feito por resis­ten­tes. Um fes­ti­val ao qual tan­tas vezes vati­ci­na­ram o seu fim e outras tan­tas vezes se ergueu, orgu­lhoso do tra­ba­lho feito e com os olhos pos­tos no que ainda falta fazer. Quem acom­pa­nha há déca­das os Cami­nhos sabe o quanto evo­luiu e quanto sacri­fí­cio foi posto em cada tarefa, em cada desa­fio.

    Só isso bas­ta­ria para o clas­si­fi­car de impres­cin­dí­vel, mas ele é-o desde a pri­meira hora pois assu­miu uma mis­são de defesa e divul­ga­ção do Cinema Por­tu­guês, um fes­ti­val que, neste país durante tan­tos anos de cos­tas vol­ta­das para o seu pró­prio Cinema, pou­cos arris­ca­riam rea­li­zar há 22 anos atrás.

    Paulo Mar­tins, Fede­ra­ção Por­tu­guesa de Cine­clu­bes (2016)
  • Acre­di­ta­mos que a aposta na demo­cra­ti­za­ção do acesso à arte e a for­ma­ção de novos públi­cos é a receita certa para a cri­a­ção de con­di­ções de sus­ten­ta­bi­li­dade da pro­du­ção cul­tu­ral e para que esta se afirme, nas suas diver­sas expres­sões, como um pilar estru­tu­rante de uma soci­e­dade moderna, culta, tole­rante e soli­dá­ria.

    Acre­di­ta­mos que este fes­ti­val, pela dimen­são e filo­so­fia que assume, con­tri­bui tam­bém para a aber­tura de novos cami­nhos ao cinema por­tu­guês, que vive um momento par­ti­cu­lar­mente feliz, com a afir­ma­ção de novos valo­res, com mere­cido reco­nhe­ci­mento naci­o­nal e inter­na­ci­o­nal.

    A rea­li­za­ção deste impor­tante evento, com âncora em Coim­bra e que agora se estende a Lei­ria, é igual­mente prova de que há cul­tura para além dos gran­des cen­tros e exem­plar do enge­nho que os agen­tes cul­tu­rais locais têm demons­trado para ultra­pas­sar as difi­cul­da­des orça­men­tais no país, par­ti­cu­lar­mente sen­sí­veis neste domí­nio.

    Gon­çalo Lopes, Vice-Pre­si­dente e Vere­a­dor da Cul­tura da Câmara Muni­ci­pal de Lei­ria (2016)
  • Durante uma semana, serão exi­bi­das, na cidade dos estu­dan­tes, obras em por­tu­guês de exce­lente qua­li­dade, num diá­logo per­ma­nente entre pro­fis­si­o­nais e público, resul­tando numa diver­si­dade de ima­gens, sons, temas e his­tó­rias que tor­nam este cer­tame único em Por­tu­gal. A Câmara Muni­ci­pal de Coim­bra dá assim as boas-vin­das a todos os par­ti­ci­pan­tes da XXII edi­ção do fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês. É um pri­vi­lé­gio rece­ber este evento que tem, ao longo dos anos, pres­ti­gi­ado e valo­ri­zado a cidade de Coim­bra.

    Carina Gomes, Vere­a­dora da Cul­tura da Câmara Muni­ci­pal de Coim­bra (2016)
  • Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, que se rea­li­zam anu­al­mente em Coim­bra, são, por con­se­guinte, uma opor­tu­ni­dade exem­plar para infor­ma­ção e for­ma­ção de públi­cos que, naquela cidade, já se habi­tu­a­ram a assis­tir à pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica por­tu­guesa mais recente. 

    A orga­ni­za­ção deste acon­te­ci­mento tem tido ainda o cui­dado de pre­pa­rar ciclos dedi­ca­dos aos auto­res, artis­tas, téc­ni­cos ou cor­ren­tes que, no pas­sado ou mais recen­te­mente, pers­pec­ti­vam a evo­lu­ção de ten­dên­cias ou reve­lam face­tas menos divul­ga­das do nosso cinema, con­tri­buido assim para a sua his­tó­ria viva.

    Pedro Pas­sos Coe­lho, Pri­meiro Minis­tro do Governo de Por­tu­gal (2014)
  • Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês têm uma impor­tân­cia fun­da­men­tal na divul­ga­ção dos fil­mes naci­o­nais pro­du­zi­dos nos anos mais recen­tes.

    Sendo Coim­bra uma cidade que con­voca várias siner­gias, uma vez que tem uma popu­la­ção estu­dan­til sig­ni­fi­ca­tiva e se situa no cen­tro geo­grá­fico do país, é o lugar pri­vi­le­gi­ado para este encon­tro anual da cul­tura cine­ma­to­grá­fica naci­o­nal e, por con­se­guinte, de con­fra­ter­ni­za­ção dos cri­a­do­res com o público já fide­li­zado.

    Jorge Bar­reto Xavier, Secre­tá­rio de Estado da Cul­tura (2014)