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Segundo dia do Caminhos Cinema Português XXI

Depois de ontem o fes­ti­val ter ini­ci­ado com aber­tura da Selec­ção Cami­nhos, hoje foi a vez de tam­bém a Selec­ção Cami­nhos Mun­di­ais inau­gu­rar as suas acti­vi­da­des no Museu da Ciên­cia da Uni­ver­si­dade de Coim­bra. O país con­vi­dado da edi­ção XXI do Cami­nhos é a Áus­tria e o que se tem pro­du­zido nesta sétima arte jus­ti­fica a sua pro­mo­ção junto do público do Cami­nhos.

O dia teve então iní­cio com os Cami­nhos Mun­di­ais exi­bi­dos no Museu da Ciên­cia às 15h, com as cur­tas High Tide, Mas­chin, Musik, Opti­cal Sound, Das Begras­s­nis des Harald Kra­mer, Exte­rior Exten­ded, Requiem for a Robot, Family Por­trait, Metube: August Sings Car­menRote Flec­ken.

Em para­lelo com a estreia deste ano da sec­ção mun­dial con­ti­nuou no Con­ser­va­tó­rio de Música de Coim­bra a Selec­ção Cami­nhos. Às 15h foram exi­bi­dos a ani­ma­ção Espe­ci­a­li­dade da Casa, de Mar­ga­rida Madeira e o Volume III da tri­lo­gia Mil e Uma Noi­tes, de Miguel Gomes.

Já com a noite a cair numa tarde em que o sol de inverno ainda bri­lhou inten­sa­mente, às 17h30 foram exi­bi­das as ani­ma­ções O Campo à Beira-Mar, de André Ruivo, Papel de Natal, de José Miguel Ribeiro, e o docu­men­tá­rio AsTroi­a­nas, de Tiago Afonso.

Já tam­bém em exi­bi­ção está tam­bém a expo­si­ção Os Anos d’Ouro do Cinema Por­tu­guês. No átrio do Con­ser­va­tó­rio de Música de Coim­bra e na loja sita na Baixa de Coim­bra, na rua Vis­conde da Luz nº 25 encon­tram-se vários exem­plos de foto­gra­fias de pro­du­ção, car­ta­zes e outros ele­men­tos de memo­ra­bi­lia das déca­das 30, 4050. Com cura­do­ria de Paulo Bor­ges, a expo­si­ção recu­pera momen­tos essen­ci­ais da memó­ria tra­zendo para a fisi­ca­li­dade o que é cada vez mais digi­tal.

A ses­são das 21h30 con­ti­nuou o fes­ti­val nova­mente com a Selec­ção Cami­nhos no audi­tó­rio do Con­ser­va­tó­rio de Música. Que dia é hoje?, do Colec­tivo Foto­grama 24 de Mon­te­mor-o-Novo, e o super-herói do fas­cismo encer­rou a ses­são. Capi­tão Fal­cão, de João Lei­tão, trouxe a comé­dia ao Cami­nhos Film Fes­ti­val.

Enquanto no Con­ser­va­tó­rio se com­ba­tiam comu­nin­jas” e os Capi­tães de Abril, às 21:45 uma estreia ocor­reu no Cami­nhos. Pela pri­meira vez os cine­mas NOS do Forum Coim­bra exi­bi­ram uma ses­são do fes­ti­val, com a inau­gu­ra­ção a caber à selec­ção de repo­si­ções, a opor­tu­ni­dade alter­na­tiva para todos os públi­cos con­se­gui­rem recu­pe­rar o que não con­se­guiam assis­tir. A Lei da Gra­vi­dade, exi­bido na ses­são de aber­tura do fes­ti­val, e o Volume III de Mil e Uma Noi­tes foram as obras esco­lhi­das para a repe­ti­ção em estreia nos cine­mas NOS.

Ao final de cada ses­são o público é incen­ti­vado a atri­buir uma clas­si­fi­ca­ção às obras que aca­bou de ver. O filme, ou fil­mes, com melhor cota­ção da audi­ên­cia será galar­do­ado com o Pré­mio do Público atri­buído na ceri­mó­nia de encer­ra­mento a decor­rer no dia 4 de Dezem­bro no Tea­tro Aca­dé­mico de Gil Vicente.

Ama­nhã será pre­ci­sa­mente ao Tea­tro Aca­dé­mico Gil Vicente que aporta a Selec­ção Cami­nhos, onde ficará até ao dia de encer­ra­mento do fes­ti­val.

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