4 – Micro Cinema


Des­cri­ção:

Depois da minha segunda longa-metra­gem Nós’ em 2003, decidi-me por pro­cu­rar novas for­mas de rea­li­zar e pro­du­zir fil­mes explo­rando méto­dos alter­na­ti­vos mais ade­qua­dos ao cinema que pro­curo, um cinema pes­soal feito quo­ti­di­a­na­mente. Desde então fiz micro-fil­mes rea­li­zando-os sozi­nha ou em cola­bo­ra­ção com outros artis­tas, e quase sem orça­mento, usando uma câmara de vídeo e um com­pu­ta­dor por­tá­til.
 
Con­teú­dos Pro­gra­má­ti­cos:
Este workshop ana­lisa 4 pro­jec­tos, de forma prá­tica, da ideia à exe­cu­ção, com as difi­cul­da­des, as expe­ri­ên­cias e os resul­ta­dos; 2 fil­mes que estão fei­tos e 2 que se estão a fazer. Os fil­mes serão mos­tra­dos na tota­li­dade ou em excer­tos, e do seu comen­tá­rio, vão sur­gir tam­bém peque­nos exer­cí­cios de ima­gi­na­ção e de impro­vi­sa­ção a serem rea­li­za­dos ao longo do dia. 

Fala­re­mos de Bal­lad of tech­no­lo­gi­cal depen­dency’ [que rea­li­zei nos Esta­dos Uni­dos, 4 retra­tos que con­tam expe­ri­ên­cias de depen­dên­cias“ tec­no­ló­gi­cas; o filme par­tiu de uma série de obs­tru­ções’, como por exem­plo: cada roda­gem tinha a dura­ção de 1 hora, o que cor­res­ponde a 1 cas­sete mini-dv] e Tra­ve­lo­gue’ um road movie de uma via­gem de carro de Lis­boa até Mar­ro­cos, foi fil­mado em super-8, sem som e o tra­ba­lho de sound-design, foi essen­cial.

Na segunda parte esta­rão em aná­lise 2 fil­mes em que tra­ba­lho neste momento: Time­less Land’ e Os vivos’. O pri­meiro, rea­li­zado em Lon­dres, é uma obra quo­ti­di­ana de amor, feita após a morte do meu com­pa­nheiro em Dezem­bro pas­sado, uma via­gem num tempo não linear, quase cola­gem de ideias, memó­rias e pro­jec­tos; o segundo, é sobre a escri­tora Maria Gabri­ela Llan­sol, é o meu pri­meiro filme-enco­menda e encon­tra-se neste momento em fase de pes­quisa; o pro­jecto estende-se a uma série de ins­ta­la­ções para uma expo­si­ção no CCB onde o uso de filme e som acom­pa­nha a con­cep­ção do espaço. 
O Objec­tivo é ins­pi­rar as pes­soas a Olhar aten­ta­mente e a fazer muito com pouco, é o meu objec­tivo neste workshop

Outras Infor­ma­ções:
Datas – 24 de Abril de 2009
Horá­rio – 9h00 às 13h0014h00 às 18h00
Lugar – Edi­fí­cio AAC
Limite de Par­ti­ci­pan­tes – 20
Horas de For­ma­ção – 8
Frequên­cia Mínima – 70%
Preço Workshop – Sócios CEC/​AAC 20€ Público em Geral 25

Notas:

Na frequên­cia de mais do que um workshop bene­fi­cie de um des­conto de 25% sobre o total
A frequên­cia dos workshops dá direito a Livre Trân­sito para todas as ses­sões do Fes­ti­val

Cur­ri­cu­lum Vitae do For­ma­dor:
Cláu­dia Tomaz
Nas­ceu em Lis­boa e licen­ciou-se em 1995 em Ciên­cias da Comu­ni­ca­ção, no ramo de cinema, pela Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa. Desde 1995, rea­li­zou 4 fil­mes – cur­tas e médias metra­gens – escre­veu diver­sos pro­jec­tos não rea­li­za­dos e tra­ba­lhou direc­ta­mente, como assis­tente téc­nica e de cri­a­ção, junto dos rea­li­za­do­res Pedro Costa, Paulo Rocha e José Álvaro Morais. Noi­tes, a sua pri­meira longa metra­gem, rece­beu o pré­mio para Melhor Filme da Semana da Crí­tica do Fes­ti­val de Veneza 2000 e foi selec­ci­o­nado para os Fes­ti­vais de Gijon em Espa­nha, Bel­fort em França e Fic Bra­sí­lia no Bra­sil. NÓS foi a sua segunda longa metra­gem e esteve pre­sente no Fes­ti­val de Locarno 2003, na sec­ção Cine­as­tas do Pre­sente, rece­bendo o Pré­mio Boc­ca­lino que o dis­tin­guiu como o melhor filme do fes­ti­val.
Para mais infor­ma­ções sobre a for­ma­dora con­sulte o seguinte link