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Ciclo Fusões é dedicado à música em maio e junho


Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês e o Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos reto­mam o seu ciclo de cinema Fusões no Cinema” esta quinta-feira dia 18 de Maio. O ciclo terá lugar todas as quin­tas-fei­ras às 22h00 no Mini-Audi­tó­rio Sal­gado Zenha da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mica de Coim­bra. A pro­gra­ma­ção inclui obras espe­ci­al­mente dedi­ca­das à música e per­corre o espí­rito da con­tra­cul­tura naci­o­nal, desde os anos 60 com o filme Meio Metro de Pedra, aos anos 80 com o grupo Heróis do Mar retra­tado em Brava Dança, até hoje, acom­pa­nhando a banda Huma­nos que reto­mou a obra de Antó­nio Vari­a­ções e tam­bém, David San­tos com os temas de Noi­serv. Depois nave­ga­mos até ao outro lado do oce­ano Atlân­tico ao ritmo do Tango com A morte de Car­los Gar­del, obra adap­tada de Antó­nio Lobo Antu­nes e por fim, che­ga­mos até à cidade Sura­baia, onde nos encon­tra­mos com uma gera­ção de jovens indo­né­sios que se jun­tam à volta duma cul­tura musi­cal con­tro­versa, o black metal. Entrada gra­tuita e limi­tada à lota­ção da sala.

Programação

18 de Maio

Meio Metro de Pedra de Edu­ardo Morais /​68min /​2011

Boa noite, sejam bem-vin­dos a mais uma emis­são do Meio Metro de Pedra. O pro­grama que todas as sema­nas vos conta as his­tó­rias que uma data de meni­nos e meni­nas anda­ram a fazer pelo rock do nosso belo país.”

Assim arranca o docu­men­tá­rio sobre a con­tra­cul­tura do rock’n’roll naci­o­nal desde o seu sur­gi­mento no fim da década de 50 até aos nos­sos dias. Na década de 60, ins­pi­ra­dos por ban­das como os Sha­dows, Bill Haley ou os Bea­tles, cerca de 3000 con­jun­tos de norte a sul de um país sob a alçada de Oli­veira Sala­zar aba­la­ram as edi­to­ras incons­ci­en­tes deste som emer­gente. Um impulso de espí­rito ousado que per­cor­reu o psi­ca­de­lismo dos Jets, o punk dos Aqui D’el Rock, e se esta­be­le­ceu em pon­tos nevrál­gi­cos como Braga, Coim­bra ou Bar­reiro. Um pedaço da his­tó­ria de Por­tu­gal que tende a ser ocul­tado sobre­vive atra­vés do selo inde­pen­dente da Ama Romanta, da Bee Kee­per, da Lux ou da Gro­o­vie Records, e tem neste docu­men­tá­rio de Edu­ardo Morais, a sua mere­cida celebração.

25 de Maio

Brava Dança de Jorge Pires e José Pinheiro /​80min /​2007

Um docu­men­tá­rio de Jorge Pires e José Pinheiro que revi­sita a his­tó­ria do grupo Heróis do Mar. Um con­fronto entre as ima­gens de um Por­tu­gal antigo e de um Por­tu­gal moderno. As ideias, os ide­ais e as dinâ­mi­cas da música popu­lar por­tu­guesa da década de 80, pela voz dos músi­cos e não-músi­cos envolvidos.

1 de Junho


Huma­nos – A Vida em Vari­a­ções de Antó­nio Fer­reira /​35min /​2006

Um dia, inad­ver­ti­da­mente, é des­co­berta uma caixa de sapa­tos esque­cida numa pra­te­leira de uma edi­tora dis­co­grá­fica. Den­tro desta, estão cas­se­tes con­tendo gra­va­ções iné­di­tas de Antó­nio Vari­a­ções, que ele fazia num pequeno gra­va­dor no seu quarto, regis­tando os mais inti­mos momen­tos de ins­pi­ra­ção. Ao escu­tar estas gra­va­ções, onde Vari­a­ções can­tava na mais pura das situ­a­ções – sem acom­pa­nha­mento musi­cal, às vezes mesmo sus­sur­rando para não acor­dar os vizi­nhos – per­ce­beu-se que este tesouro não podia ficar por reve­lar. Assim nas­ce­ram os HUMANOS. Uma super-banda, cons­ti­tuida por super-músi­cos, onde Manu­ela Aze­vedo, David Fon­seca e Camané dão voz às músi­cas e letras de Antó­nio Vari­a­ções. Este filme acom­pa­nha o pro­cesso de pre­pa­ra­ção dos espec­tá­cu­los ao vivo nos Coli­seus de Lis­boa e Porto no Verão de 2005, bem como nos revela de que forma os músi­cos abor­da­ram estes esbo­ços de can­ções, que ape­sar de des­pi­dos, con­ti­nham toda a vibra­ção e ener­gia que Antó­nio Vari­a­ções nos deixou.

Noi­serv {Ses­são Dupla} de Paulo Dias /​25min /​2011

A par­tir dos temas de Noi­serv, um pro­jecto musi­cal por­tu­guês inter­pre­tado por David San­tos, conta-se a his­tó­ria de três per­so­na­gens com dife­ren­tes ambi­ções. Numa via­gem entre memó­rias e sonhos, a fic­ção é inter­ca­lada num filme con­certo que pode­ria ser a banda-sonora para o dia-a-dia.

8 de Junho

A morte de Car­los Gar­del de Sol­veig Nor­dlund /​85min /​2011

Um jovem (Car­los Mal­va­rez) toxi­co­de­pen­dente está a mor­rer num hos­pi­tal. Junto a ele, à medida que vão vivendo a evo­lu­ção da sua ago­nia, cada um dos seus fami­li­a­res mais pró­xi­mos evoca uma teia de recor­da­ções, de memó­rias obses­si­vas e de vivên­cias actu­ais. Todos eles são por­ta­do­res de sonhos e desa­len­tos da vida. O pai do jovem (Rui Moris­son), apai­xo­nado pelo tango e pela figura de Car­los Gar­del, o mais famoso dos can­to­res de tango argen­tino, per­corre sim­bo­li­ca­mente um rosá­rio de situ­a­ções dolo­ro­sas. Deli­rante, con­funde-o com um can­tor pare­cido (Ruy de Carvalho).

15 de Junho

À l’est de l’enfer de Matthieu Cana­guier /​45min /​2013

Sura­baia. Caos urbano, labi­rinto de ferro e cimento. No cora­ção da cidade toda uma gera­ção de jovens indo­né­sios pro­cu­ram-se, revol­tam-se e jun­tam-se à volta duma música under­ground e con­tro­versa: O Black Metal.

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