Direcção de Arte

 

 

João C. Torres

Desenvolveu actividade artística nos domínios das artes plásticas, teatro, performance, poesia visual, fotografia e cinema. Dedica a sua actividade profissional à área da Direcção de Arte em Cinema. Nesse âmbito trabalhou com empresas de produção de filmes, tele-filmes e filmes publicitários de vários países (Portugal, França, Alemanha, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos da América). Trabalhou com realizadores como Raoul Ruiz, Riccardo Freda, Bertrand Tavernier, Jean Louis Bertoucelli, Jean Claude Missien, Serge Moari, Denys Granier-Deferre, Michaela Watteaux, Serge Korber, Paolo Marinou Blanco, Joaquim Leitão, Ranier Eurler, Billy August, António Pedro Vasconcelos, Patrick Timsit, Imanol Arias, Tom Carirns, Tom Donnely, Alain Tanner, entre muitos outros. Esporadicamente colaborou na Direcção Cénica de espectáculos cénico-musicais. Foi convidado para concretizar o projecto Po.N.T.I. - Porto. Natal. Teatro. Internacional, como Director Executivo responsável pela área de Produção e Controlo Operacional, (ed. 1997/1999/2001), vindo a assumir o cargo de Subdirector do Teatro Nacional S. João, de 2000 a 2002. Colabora ainda com diversos colectivos de produção artística no desenvolvimento de projectos e conceitos de produção. Licenciou-se em Engenharia Civil na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Colaborou esporadicamente em jornais e revistas sobre temas da actualidade, nomeadamente moda e cinema.

Preço do Módulo

50€ / Sócio CEC
 60€ / Estudante
 70€ / Público-Geral


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Direcção de Arte

8 de Março 2014
Estúdios UCV, Casa das Caldeiras, Universidade de Coimbra
9:00 — 18:00

O diálogo entre a Realização, Fotografia e Direcção Artística é essencial para criar uma base de trabalho sólida para os actores. O trabalho conjunto do Director de Arte e Director de Fotografia na criação de ambientes ajudará o Realizador a comunicar as suas intenções e a dirigir a sua equipa. Na Direcção Artística, a escala e geometria dos décores, cores, tipo de adereçagem, entre outras variantes, são pensadas em função dos conceitos do Realizador e em função das necessidades técnicas do Director de Fotografia. Os décores têm de ser “filmáveis”
Na Direcção de Fotografia, a escolha de objectivas, película, filtros e temperatura de luz, tipos de plano e movimentos de câmara vem materializar a visão do Realizador.
Neste módulo de Direcção de Arte pretende-se exemplificar como ocorre este dialética e os benefícios desta. Para tal serão exibidos alguns exemplos resultantes desse diálogo e uma demonstração prática como, numa mesma situação, diferentes escolhas trazem resultados díspares.

Plano de Sessão

— O que é o departamento artístico, suas especificidades, terminologias e o seu enquadramento na produção de um projeto cinematográfico.
— Abordagem e desenvolvimento sobre a análise e estudo de um guião/argumento e sinopse.
— Discussão e trabalho do mesmo com o Realizador e Director de Fotografia e demais departamentos.
— Elaboração e desenvolvimento dos conceitos cenográficos gerais e específicos e estudos orçamentais assim como a elaboração dos mesmos.
— Projeção de imagens (filme ou fotografia) de um projeto executado pelo formador como Dir.Artístico, com explicação passo a passo dos métodos, processos que foram utilizados assim como contratempos e peripécias que são elementos indissociáveis de qualquer projeto cinematográfico.