Crónica

Adeus Cami­nhos 2009, cami­nha-se para 2010!

No dia 24 de Abril decor­reu um coló­quio no bar do TAGV sobre o tema Cinema Por­tu­guês – o Estado da Arte” mode­rado por Paulo Granja e em que esti­ve­ram pre­sen­tes os rea­li­za­do­res José Car­los de Oli­veira, em repre­sen­ta­ção da ARCA, e Mar­ga­rida Gil, em repre­sen­ta­ção da APR, o dele­gado da Cul­tura da Zona Cen­tro, Antó­nio Pedro Pita, o pro­fes­sor Abí­lio Her­nan­dez, a pre­si­dente da Fede­ra­ção Por­tu­guesa de Cine­clu­bes, Rita Frei­tas, e o direc­tor do FIKE, João Paulo Macedo.
No dia 25, con­vi­da­dos e staff dos Cami­nhos fize­ram um péri­plo que come­çou pela vila romana de Coním­briga, e pros­se­guiu à tarde pela Bibli­o­teca Joa­nina, Uni­ver­si­dade e o Museu Machado de Cas­tro, com amá­vel patro­cí­nio des­sas ins­ti­tui­ções.
Nas ses­sões da tarde, des­ta­que para a ani­ma­ção 28”, de José Xavier, o docu­men­tá­rio O Meu Amigo MIke ao Tra­ba­lho”, de Fer­nando Lopes, e Corpo Todo”, de Pedro Sena Nunes.
Na ses­são da noite e para além da indes­cri­tí­vel curta Cân­tico Negro”, de Hél­der Maga­lhães, foi exi­bida a longa 100 Volta”, com a pre­sença do rea­li­za­dor Daniel Souza, o mais puro exem­plo de mau gosto kitsch, pre­sente neste fes­ti­val e em que o rea­li­za­dor apro­vei­tou para insul­tar em palco quem lhe pro­por­ci­o­nou a exi­bi­ção do filme, Fran­cisco Bravo Fer­reira.
Ontem, der­ra­deiro dia dos Cami­nhos, a entrega dos pré­mios e ses­são de encer­ra­mento teve lugar pelas 22 horas na sala do TAGV. O Júri Ofi­cial do Fes­ti­val dis­tin­guiu:
 Aquele Que­rido Mês de Agosto” de Miguel Gomes com o Grande Pré­mio do Fes­ti­val, Entre os Dedos” de Tiago Gue­des e Fre­de­rico Serra, pré­mio para melhor longa-metra­gem, atri­buindo ainda uma men­ção hon­rosa a Good­night Irene” de Paolo Mari­nou-Blanco. Foi con­si­de­rada a melhor curta-metra­gem Os Vigi­lan­tes”, de Antó­nio Gon­çal­ves e Ricardo Oli­veira, Cân­dido”, de Zepe, ficou com o pré­mio de melhor ani­ma­ção e Fala­mos de Antó­nio Cam­pos”, de Cata­rina Alves Costa rece­beu o pré­mio de Melhor Docu­men­tá­rio, tendo sido ainda atri­buiu o Pré­mio Reve­la­ção a Joana Cunha Fer­reira pelo docu­men­tá­rio Cora­ções Inde­pen­den­tes”.
O júri da Fede­ra­ção Inter­na­ci­o­nal de Cine­clu­bes entre­gou o seu D.Qijote a Gui­sado de Gali­nha”, de Joana Toste, e dis­tin­guiu ainda Corpo Todo“, de Pedro Sena Nunes com uma men­ção hon­rosa.
O Pré­mio REN, atri­buído pelo público foi entre­gue a Corte do Norte”, de João Bote­lho, e o Pré­mio de Imprensa foi para Mulhe­res da Raia”, um docu­men­tá­rio de Diana Gon­çal­ves. O mesmo júri atri­buiu a Cata­rina Alves Costa uma men­ção hon­rosa por Fala­mos de Antó­nio Cam­pos”.