Crónica Caminhos Juniores

- Cró­nica de Opi­nião -

O Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês preza-se muito não só pelo olhar que per­mite ao público de Coim­bra sobre o que se faz em ter­mos de cinema no nosso país, mas tam­bém pelo vis­lum­bre que per­mite sobre o res­pec­tivo futuro. De entre as várias acti­vi­da­des que o Fes­ti­val desen­volve, duas des­ta­cam-se na sal­va­guarda do futuro do cinema naci­o­nal.

Para come­çar, des­ta­que vai para os Cami­nhos Juni­o­res, uma espé­cie de sub-fes­ti­val, com uma temá­tica mais apon­tada aos mais novos, que con­siste numa série de ses­sões mati­nais no TAGV, onde serão exi­bi­dos vários fil­mes, sobre­tudo cur­tas de ani­ma­ção, em que o público alvo são cri­an­ças dos 3 aos 10 anos. Esta ini­ci­a­tiva, que já se rea­liza há já vários anos (sem­pre no âmbito do Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês), per­mite não só ali­men­tar o gosto pelo cinema dos mais novos, mas serve igual­mente para demons­trar os talen­tos de ani­ma­ção que se encon­tram no nosso país.

De facto, ano após ano, é cada vez mais comum aos cine­as­tas por­tu­gue­ses vira­rem-se para a ani­ma­ção como género de pre­fe­rên­cia para expri­mir a sua ver­tente cine­má­tica cri­a­tiva. Assim, esta sec­ção do fes­ti­val serve de modo a dar a aten­ção devida a este género, que vai ganhando aten­ção de um público não só com­posto pelos mais novos, mas igual­mente por graú­dos. Porém, de se notar que o cinema que os Cami­nhos Juni­o­res pre­ten­dem pro­mo­ver não é exclu­si­va­mente de ani­ma­ção, con­tando tam­bém com mui­tas cur­tas de natu­reza edu­ca­ci­o­nal, que podem assim não só entre­ter os mais novos, mas tam­bém educá-los.

Numa outra ver­tente, é impor­tante sali­en­tar os Ensaios Visu­ais, com­pe­ti­ção desen­vol­vida no âmbito do Fes­ti­val, em que são selec­ci­o­na­dos e exi­bi­dos uma série de tra­ba­lhos na área do audi­o­vi­sual, da auto­ria de alu­nos de várias gru­pos de for­ma­ção como o ESEC TV ou o ETIC_​. Embora não cum­prindo o for­mato tra­di­ci­o­nal do cinema e revis­tam uma natu­reza mais artís­tica e expe­ri­men­tal, estes tra­ba­lhos per­mi­tem sem­pre dar um indí­cio do melhor que se pode con­se­guir dos futu­ros talen­tos no campo do audi­o­vi­sual e, con­se­quen­te­mente, um bom pres­sá­gio para o futuro do cinema naci­o­nal.