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Da Teoria à Prática

O curso de cinema docu­men­tal – cine­ma­lo­gia – pro­mo­vido pelos Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, com­pleta este fim de semana a sua com­po­nente teó­rica com uma via­gem gui­ada por Ricardo Leite pela his­tó­ria do docu­men­tá­rio por­tu­guês. A prá­tica docu­men­tal começa no domingo, 18 de Março, pela cap­tura da ima­gem com a ori­en­ta­ção de Antó­nio Morais.

O módulo de Cinema Docu­men­tal Por­tu­guês será leci­o­nado no sábado, 17 de Março, por Ricardo Leite, tendo como base o con­fronto de duas ideias. A pri­meira, atra­vés da frase de John Gri­er­son que, por volta de 1926, defi­niu o cinema docu­men­tal como o ” tra­ta­mento cri­a­tivo da rea­li­dade” e a segunda atra­vés da frase de Augusto M. Sea­bra que, em 1990, afir­mou exis­tir uma recusa do cinema por­tu­guês em enfren­tar dire­ta­mente o real em que se insere”. Tendo em conta este para­doxo, ire­mos então ini­ciar uma via­gem desde os pri­mór­dios do docu­men­tá­rio por­tu­guês até à era atual, subli­nhando alguns dos prin­ci­pais fil­mes de cada era.

A forma como as ima­gens são cap­ta­das durante uma roda­gem é deter­mi­nante para os resul­ta­dos que se pre­ten­dem obter num filme de docu­men­tá­rio. A 18 de março no módulo de Dire­ção de Foto­gra­fia serão abor­da­das as com­pe­tên­cias e os conhe­ci­men­tos téc­ni­cos e cri­a­ti­vos mais dire­ta­mente rela­ci­o­na­dos com a cap­ta­ção de ima­gem, nome­a­da­mente no que diz res­peito aos dife­ren­tes tipos de equi­pa­mento e tec­no­lo­gias uti­li­za­das, sem des­cu­rar o tra­ba­lho de luz. Este módulo marca o iní­cio dos módu­los dedi­ca­dos à pro­du­ção fíl­mica por parte dos for­man­dos ins­cri­tos no curso.

Ricardo Leite estu­dou cine-vídeo e tea­tro na Escola Supe­rior Artís­tica do Porto entre 19982002, tendo orga­ni­zado e par­ti­ci­pado desde 1999 em várias Mos­tras e Expo­si­ções den­tro da área do Cinema em even­tos na Europa, Mar­ro­cos, Bra­sil e Cabo-Verde. Cola­bo­rou e tra­ba­lhou com ins­ti­tui­ções como o Cine­clube do Porto, Cine­clube Ama­zo­nas Douro e a Asso­ci­a­ção de Ini­ci­a­ti­vas Cul­tu­rais e Artís­ti­cas, no Porto, (AICART). Foi um dos sócios fun­da­do­res do pro­jeto Átomo47, o único labo­ra­tó­rio de cinema inde­pen­dente do país, inau­gu­rado em 2007. Tendo tra­ba­lhado mai­o­ri­ta­ri­a­mente no género expe­ri­men­tal e em pelí­cula, vol­tou ao género docu­men­tal com o longa-metra­gem em vídeo Maza­gão, a água que volta”, sub­si­di­ado pelo ICARTP em 2011. É tam­bém dire­tor de foto­gra­fia em pro­je­tos fil­ma­dos em pelí­cula e vídeo. É dou­to­rando no curso de Edu­ca­ção Artís­tica da Facul­dade de Belas Artes da Uni­ver­si­dade do Porto.

Antó­nio Morais é for­mado em Foto­gra­fia Pro­fis­si­o­nal no Ins­ti­tuto Por­tu­guês de Foto­gra­fia do Porto em 2005, licen­ci­ado em Som e Ima­gem na Uni­ver­si­dade Cató­lica Por­tu­guesa do Porto em 2008 e Mes­tre em Comu­ni­ca­ção Audi­o­vi­sual com espe­ci­a­li­za­ção em Pro­du­ção e Rea­li­za­ção Audi­o­vi­sual no Ins­ti­tuto Poli­téc­nico do Porto em 2010. Desde o iní­cio do seu per­curso aca­dé­mico fez parte de diver­sas equi­pas de roda­gem, inú­me­ros cur­tas-metra­gens, fil­mes, docu­men­tá­rios e pro­gra­mas de TV como Dire­tor de Foto­gra­fia. Tra­ba­lhou em todo o tipo de pro­du­ções no Médio Ori­ente. Devido ao tra­ba­lho que tem vindo a desen­vol­ver na última década como Cine­ma­tó­grafo, foi reco­nhe­cido pela Sony como Inde­pen­dent Cer­ti­fied Expert (ICE), fazendo parte da pla­ta­forma de for­ma­do­res ICE da Sony.

As ins­cri­ções con­ti­nuam aber­tas em www​.cami​nhos​.info/​c​i​n​e​m​a​l​o​g​i​a​/​i​n​s​c​ricao

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