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Os Vencedores da 23ª edição dos Caminhos do Cinema Português

Neste último dia de fes­ti­val pode­mos con­tar com uma última ses­são da Sele­ção Cami­nhos e dos Cami­nhos Mun­di­ais, e com a tão aguar­dada ceri­mó­nia de entrega dos pré­mios aos fil­mes ven­ce­do­res.

Pelas 15 horas, no TAGV, pude­mos assis­tir ao drama musi­cal A Fábrica de Nada” de Pedro Pinho, filme ven­ce­dor de pré­mios nos fes­ti­vais de Can­nes, Muni­que, Sevi­lha e mais recen­te­mente de Turim, e per­ten­cente ainda à Sele­ção Cami­nhos.

O último dia do fes­ti­val reserva-nos ainda uma última ses­são dos Cami­nhos Mun­di­ais, pelas 19h45, no Mini-Audi­tó­rio Sal­gado Zenha. As cur­tas fic­ci­o­nais Watu Wote/​All of Us” e We Take You” de Petra Barkhau­sen, o docu­men­tá­rio Haven” de Nate Hochs­te­tler e a curta When We Lis­ten” de Amr Mous­tafa são os fil­mes em exi­bi­ção.

Pelas 22 horas, no TAGV, os Cami­nhos esten­dem a pas­sa­deira ver­me­lha naquela que será a ceri­mó­nia de encer­ra­mento da 23ª edi­ção do Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês. Esta última ses­são é o cul­mi­nar de 7 dias de fes­ti­val, onde o público fica a conhe­cer ofi­ci­al­mente todos os ven­ce­do­res das mais diver­sas cate­go­rias apre­ci­a­das pelos diver­sos gru­pos de jura­dos desta edi­ção e res­pe­tiva entrega dos galar­dões, num total de 26 pré­mios a serem atri­buí­dos. A ceri­mó­nia conta ainda com a atu­a­ção da Big Band Rags da Tuna Aca­dé­mica da Uni­ver­si­dade de Coim­bra, assim como a exi­bi­ção dos fil­mes ven­ce­do­res.

Na Selec­ção Ensaios,o Pré­mio de Melhor Ensaio Naci­o­nal foi entre­gue a “78.4 FM”, de Tiago Amo­rim, pela forma inte­li­gente de con­tar uma his­tó­ria de amor e de perda, de sonho e de sucesso”; e o ven­ce­dor do Melhor Ensaio Inter­na­ci­o­nal Fnac foi Wai­ting Time”, de Clara Stern, da Film Aca­demy Vienna pela per­ti­nên­cia do tema abor­dado”.

Na Sele­ção Ensaios foram ainda atri­buí­das duas Men­ções Hon­ro­sas, para os fil­mes Art of Moving” de Lili­ana Mari­nho de Sousa (Men­ção Hon­rosa Ensaio Naci­o­nal); e Place to Be”, de Ido Chen e Ilan Bar, da Minshar School of Art, Israel (Men­ção Hon­rosa Ensaio Inter­na­ci­o­nal).

Após as deli­be­ra­ções do Júri de Imprensa, o Pré­mio do Júri de Imprensa CISION foi atri­buído ao filme Antó­nio Um Dois Três”, de Leo­nardo Mou­ra­ma­teus, pela arqui­te­tura nar­ra­tiva ori­gi­nal”, a rela­ção orgâ­nica entre per­so­na­gens e nar­ra­tiva”, e o facto de o filme não seguir um modelo ou refe­rên­cia óbvios”.

Marco Mar­tins leva para casa Pré­mio Don Qui­jote /​Júri IFSS /​FICC, com o seu filme São Jorge”, pelo modo artís­tico de mos­trar o pro­blema social euro­peu”.

Na Sele­ção Cami­nhos, o Pré­mio Reve­la­ção foi entre­gue a Mauro Soa­res, pela inten­si­dade da per­so­na­gem” a que deu vida no filme Antó­nio 1,2,3”, de Leo­nardo Moura Mateus. Ainda na mesma sele­ção, foram atri­buí­dos os Pré­mios Téc­ni­cos. O pré­mio de Melhor Comu­ni­ca­ção IVITY Brand Corp foi atri­buído a Tudo o que ima­gino” de Leo­nor Noivo; a João Lucas foi entre­gue o pré­mio de Melhor Banda Sonora Ori­gi­nal, no filme A gruta de Darwin” de Joana Toste.

No que diz res­peito aos argu­men­tos, o Melhor Argu­mento Adap­tado foi o do filme O Dia em que as Car­tas Para­ram”, de Cláu­dia Cle­mente; enquanto que o Melhor Argu­mento Ori­gi­nal foi o do filme Tudo o que Ima­gino”, de André Simões e Leo­nor Noivo, tendo ainda rece­bido uma Men­ção Hon­rosa, neste âmbito, o filme Sur­presa” de Paulo Patrí­cio.

O pré­mio de Melhor Som foi entre­gue a Armanda de Car­va­lho, Antó­nio de Sousa Dias, João Ganho e Tiago Matos, pelo seu tra­ba­lho no filme de Susana de Sousa Dias, Luz Obs­cura”. Helena Inverno rece­beu o pré­mio de Melhor Mon­ta­gem em Notas de Campo”,de Cata­rina Bote­lho.

Os pré­mios de Melhor Carac­te­ri­za­ção, Melhor Rea­li­za­ção, Melhor Guarda-Roupa e Melhor Foto­gra­fia, foram entre­gues res­pec­ti­va­mente a Már­cia Lou­renço, em Coe­lho Mau”, de Car­los Con­cei­ção; Sebas­tião Sal­gado, na curta-metra­gem Já Pas­sou”; Susana Abreu e Tici­ana Pas­sos, em His­tó­rias de Alice”, de Oswaldo Cal­deira; e João Ribeiro (AIP) em Rosas de Ermera”, de Luís Filipe Rocha.

João C. Mar­tins (JONI), rece­beu pela riqueza e rigor que con­fere con­texto e cre­di­bi­li­dade à his­tó­ria” o pré­mio de Melhor Direc­ção de Arte, em His­tó­rias de Alice”, de Oswaldo Cal­deira.

No que con­cerne aos intér­pre­tes, ven­ce­ram: Joana Pais de Brito, o Pré­mio de Melhor Atriz Secun­dá­ria em A Mão é que Sabe”, de Nuno Rocha; José Raposo, em São Jorge” de Marco Mar­tins, como Melhor Ator Secun­dá­rio; Ana Bus­torff, Melhor Atriz, em O Dia em Que as Car­tas Para­ram”; e Nuno Lopes, Melhor Ator, no filme São Jorge” de Marco Mar­tins.

Os Pré­mios Ofi­ci­ais da Selec­ção Cami­nhos foram entre­gues a: Quem é Bár­bara Vir­gí­nia?”, de Luísa Sequeira (Melhor docu­men­tá­rio Uni­ver­si­dade de Coim­bra); Última Cha­mada”, de Sara Bar­bas (Melhor Ani­ma­ção Fru­ti­bair­rada); Humo­res Arti­fi­ci­ais”, de Gabriel Abran­tes (Melhor Curta Turismo do Cen­tro); Antó­nio 1, 2, 3”, de Leo­nardo Mou­ra­ma­teus (Melhor Longa-metra­gem); e Água mole”, de Ale­xan­dra Rami­res e Laura Gon­çal­ves (Grande Pré­mio do Fes­ti­val Por­tu­gal Sou Eu).

Ainda nos Pré­mios Ofi­ci­ais, o filme Vou-me Des­pe­dir do Rio”, de Pedro Cruz, rece­beu uma Men­ção Hon­rosa de Melhor Docu­men­tá­rio; o filme Coup de Grâce” a Men­ção Hon­rosa de Melhor Curta; e o filme A Toca­dora” a Men­ção Hon­rosa de Melhor Ani­ma­ção.

O Pré­mio do Público Chama Ama­rela, foi atri­buído ao filme Cora­ção Negro”, de Rosa Cou­ti­nho Cabral.

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