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Júris irão atribuir 25 prémios

Os “Caminhos do Cinema Português” regressam no final do próximo mês de Novembro para a sua 23.ª edição. Desde 1988 que em Coimbra é organizado o único festival dedicado ao cinema nacional, promovendo todos os géneros e metragens de autores aspirantes ou consagrados. Os Caminhos são plurais e neles se encontra a diversidade de registos, olhares e realidades promovidas pelo Cinema Português. De 27 de Novembro a 3 de Dezembro o festival iniciará a única competição cinematográfica do país que além dos filmes, irá também promover e premiar a intervenção técnica e artística que conjugadas transformaram o cinema na sétima arte. Este festival conta com duas secções competitivas; a Seleção Caminhos, aberta a todas as obras produzidas desde a edição transata do festival; e a Seleção Ensaios, secção internacional dedicada ao cinema produzido em contexto académico ou de formação profissional.

Os prémios que se apresentam em regulamento poderão parecer vastos, mas são a resposta clara de um festival, que na sua 23.ª edição, almeja premiar mais uma vez “todo o cinema português”. Assim, os filmes integrantes da Selecção Caminhos propõem-se ao Prémio do Júri de Imprensa, ao Prémio D. Quijote da Federação Internacional de Cineclubes, bem como, à avaliação do Júri Selecção Caminhos que atribuirá quinze prémios técnicos, quatro prémios oficiais para os três géneros, animação, documentário e ficção, em competição e por fim o Grande Prémio do Festival.

Júri FICC/IFFS

  • Carlos Coelho

    Carlos CoelhoProfessor

    Carlos Campos Coelho é professor na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (I. P. Tomar) onde criou e dirigiu o curso de licenciatura em Vídeo e Cinema Documental. É dirigente do cineclube espalhafitas, sócio da Bonifrates – Cooperativa de Produções Teatrais e da Livraria Ler Devagar. Foi membro da direcção da Federação Portuguesa de Cineclubes. Intervém em projectos artísticos, como o Animaio e Viagens Literárias.

  • Malek Shafi’i

    Malek Shafi’iDiretor de Festival de Cinema

    Malek Shafii é o fundador e director executivo do Afghanistan International Human Rights Film Festival (AIHRFF).

    Shafii é um realizador de documentários premiado, sediado no Kabul, que tem vindo a trabalhar neste país destruído pela guerra e no estrangeiro nos últimos 17 anos. Shafii completou os seus estudos no Baagh Ferdaws Filmmaking Center em Teerão e na Universidade de Kateb em Kabul (nesta última na área dos estudos sociológicos). Para além disto, participou em cursos de produção de filmes e administração de artes na Holanda e nos Estados Unidos. Malek regressou ao Afeganistão após 20 anos de exílio e em 2006 fundou o Afghanistan Cinema Club BASA, uma organização sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento de projetos culturais e artísticos com o objetivo de treinar e produzir o trabalho de realizadores afegãos em emergência no Afeganistão. Outros projetos culturais com os quais tem vindo a colaborar de forma exclusiva são: o Festival Internacional de Documentários e Curtas-Metragens de Kabul; e o Second Take Film Festival 2008 um festival de cinema que justapõe o tema género, cinema e sociedadeno Afeganistão.

    Malek também trabalhou como Chefe de Média e Conselheiro de Comunicação para a Rádio e Televisão do Afeganistão, em diferentes ONGs e organizações internacionais, assim como com o sistema de agências das Nações Unidas no Afeganistão, implementando filmes e projetos de comunicação social para a promoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Shafii realizou e produziu mais de 35 filmes, alguns dos quais ganharam prémios internacionais em diversos festivais internacionais em anos anteriores. Foi membro do júri do Tolo TV Film Festival, Kabul Film Festival, Amnesty Award of CPH-DOX, MyView Video competition for ADB (Asian Development Bank) e o Movies that Matter Film Festival. Malek fez parte do 2012 ArtsLink Residencies no âmbito do programa Fellow in Visual Arts and Media, um programa que envolve  comunidades através de parcerias internacionais artísticas. Com o objectivo de usar meios de comunicação tradicionais e modernos para influenciar a realização e produção de filmes, criar impacto nos direitos humanos e ligar a situação atual do Afeganistão a assuntos dos direitos humanos de outras partes do mundo e com a necessidade de criar uma plataforma para ajudar os realizadores afegãos a mostrar o seu talento e o os conhecimentos dos apreciadores de cinema e do público internacional a viver no Afeganistão, Malek lançou a primeira edição do Afghanistan Human Rights Film Festival em Kabul, assim como noutras províncias do país, em 2011, com o principal objectivo de fazer chegar as histórias dos direitos humanos a uma maior audiência e ao contexto real do Afeganistão.

  • Odd Vaagland

    Odd VaaglandProfessor

    Nasceu em Arendal, uma pequena cidade norueguesa de cerca de 42 000 habitantes. Em idade muito precoce ficou emocionado pela magia do cinema no teatro local. (É por isso que ainda ama a nostalgia do "Cinema Paradico" e “Last Picture Show”) Recorda-se de rir sem parar com os seus amigos com a pantomima de Chaplin em “Easy Street”, partilhavam o suspense sem fôlego enquanto viam o Tarzan a lutar com os leões e crocodilos da selva. E os filmes da Disney com a sua beleza e sentimentalismo. Consumia tudo sem resistência crítica, isto era a idade da inocência. Ás vezes ainda deseja voltar a esse tempo. Na sua juventude dourada não sabia nada sobre como manipular imagens e sons, era neste campo que estava autorizado a ser sentimental.

Ver, classificar e premiar esta diversidade de categorias será o resultado da conjugação de um leque alargado de saberes especializados que , de forma análoga à produção cinematográfica, funcionam como um todo. Procurámos na constituição dos vários júris responder ao desafio de ver e compreender a imagem em movimento, através de múltiplos prismas, ora intrinsecamente cinematográficos, como análogos à presença dos filmes nas nossas vidas enquanto marcas vivas, ora pela forma como os meios e contextos em que são produzidos são também parte integrante das narrativas.

Assim, o Júri do Prémio de Imprensa é constituído pelos jornalistas Cláudia Marques Santos e Fernando Moura e pelo crítico de cinema Luís Miguel de Oliveira. Este júri terá o objeto de dar uma maior visibilidade e reconhecimento público da cinematografia nacional, premiando o rigor e a ousadia estética, tanto no plano narrativo, como a nível da imagem cinematográfica. Pretende-se, assim, valorizar a produção nacional numa perspectiva artística, que é uma das suas valências mais expressivas.

Júri do Prémio de Imprensa

  • Cláudia Marques Santos

    Cláudia Marques SantosJornalista

    Licenciada em Ciências da Comunicação e Mestre em Cultura contemporânea e Novas Tecnologias pela FCSH/ Universidade Nova de Lisboa, Cláudia Marques Santos é uma jornalista freelancer que trabalha na área da cultura. Tem artigos publicados em imprensa – começou a carreira no semanário O Independente, passou pela Notícias Magazine (DN/ JN) e Vogue Portugal, colabora actualmente com as revistas Máxima, UP Inflight Mag, Visão – e tem um vasto know how editorial em magazines de cultura para televisão (Pop Up/ RTP 2, Blitz TV/ SIC Notícias, Fuzz/ SIC Radical, Lisboa Mistura TV/ SIC Notícias) e em documentários (‘Não Me Obriguem a Vir Para a Rua Gritar’, sobre Zeca Afonso, RTP). Tem também um projecto de entrevistas online chamado If You Walk the Galaxies (.com).

  • Fernando Moura

    Fernando MouraJornalista

    Exerce a sua actividade profissional nas áreas da comunicação social, publicidade e redes sociais. Foi responsável pela criação e desenvolvimento de vários órgãos de comunicação social, sobretudo nas áreas da imprensa e radiodifusão, tendo alguns destes sido adquiridos por multinacionais. Tem ainda uma vasta experiência no sector da comunicação empresarial e institucional, publicidade e social media, tendo fundado e dirigido vários projectos nestes sectores. É director de Notícias de Coimbra e Diário da Saúde.

  • Luís Miguel Oliveira

    Luís Miguel OliveiraCrítico

    Nasceu em Setembro de 1970, em Tomar. Licenciou-se em Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Integra o departamento de programação da Cinemateca desde 1993, tendo sido seu director entre 2009 e 2015. É crítico de cinema do Público desde 1994. Colaborou com várias publicações especializadas, nacionais e internacionais, e cumpriu o papel de jurado em diversos festivais de cinema (IndieLisboa, Festival de Cinema Luso-Brasileiro, PlayDoc, entre outros).

A constituição do Júri da Selecção Caminhos procurou responder aos desafios interdisciplinares que constituem a produção cinematográfica promovendo-se o diálogo de diferentes olhares do que é o Cinema Português. Este júri é constituído pela actriz Ana Padrão, pelo pedagogo António Dias Figueiredo, pelo Especialista em Criação e Gestão de Marcas Carlos Coelho, pelo Director de Arte João C. Torres, pela produtora Maria João Mayer, pelo escritor Pedro Chagas Freitas, pelo escultor Pedro Figueiredo, pela realizadora Rita Azevedo Gomes e pela Stylist Susana Jacobetty.

Júri Seleção Caminhos

  • Ana Padrão

    Ana PadrãoAtriz

    Actriz com uma invulgar beleza, é um dos rostos referência no panorama da cultura e do cinema português. Formada na Escola Superior de Teatro e Cinema, depressa se afirmou como actriz, fluente em vários idiomas em 1993 teve o privilégio de fazer parte do elenco do filme Der Blier Familien de Susanne Biera primeira mulher realizadora que mais tarde vem a receber o Oscar para melhor filme estrangeiro. Participa em muitos outros filmes com elencos de diversas nacionalidades, trabalhando​ com realizadores como George Sluizer Joaquim Leitão, Jorge Silva Melo, João César Monteiro, José Fonseca e Costa, Fernando d´Almeida e Silva, António-Pedro Vasconcelos, Fernando Lopes, Raoul Ruiz, Carlos Coelho da Silva, Mário Barroso, Carlos Saboga, Cristèle Alves Meira, Patrícia Sequeira e Bruno de Almeida, entre muitos outros. Em simultâneo, é uma presença constante no elenco de​ vários canais nacionais e internacionais, participando em séries, mini-séries, novelas e telefilmes. Com o sucesso do telefilme da SIC Amo-te Teresa (2000), no qual foi protagonista, seguiram-se muitos outros projectos na TV, como se pode constatar no seu vasto currículo.

  • António Dias Figueiredo

    António Dias FigueiredoPedagogo

    António Dias de Figueiredo é professor catedrático aposentado de Engenharia Informática e investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra. Foi vice-presidente do Programa Intergovernamental de Informática da UNESCO, Paris, e membro do NATO Special Program Panel on Advanced Educational Technology, Bruxelas. Participou em vários projectos europeus e atuou em várias ocasiões como consultor da Comissão Europeia para questões de educação. Recebeu o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade Aberta e o Sigillum Magnum da Universidade de Bolonha. É autor e coautor de cerca de três centenas de artigos e capítulos de livros publicados no país e no estrangeiro e membro dos conselhos editoriais de várias revistas nacionais e estrangeiras. Tem em curso projetos do âmbito das relações mutuamente generativas entre tecnologias e sociedade, com destaque para as pedagogias, retóricas e epistemologias de nova geração.

  • Carlos Coelho

    Carlos CoelhoEspecialista em Criação e Gestão de Marcas

    Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 32 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo, CTT Correios, Sumol, TAP Portugal, Sata , Leya, Sonae, Delta, Fidelidade, Sogrape, The Navigator Company, Portugal Sou Eu,  entre muitas outras. É autor de diversos estudos sobre tendências e modelos teóricos de marcas. É activista sobre as causas e as marcas de Portugal e autor do livro ”Portugal Genial’’. É co-autor do livro “Brand Taboos” e tem participado com ensaios em diversos livros tais como: “Gestão sustentada”, “Portugal Vale a Pena”, “TAP, a imagem de um povo.”  É professor, colunista, comentador de televisão , foi autor e apresentador do programa de TV Imagi-Nação e colaborador de inúmeras publicações nacionais e estrangeiras, sendo reconhecido pelas suas múltiplas abordagens inovadoras e desafiantes sobre estas matérias. Como conferencista proferiu nos últimos cinco anos mais de 200 palestras, a convite de diversas instituições: Governos, Universidades, Associações empresariais e Empresas, em diversos Países.

  • João Torres

    João TorresDirector de Arte

    Licenciado em Engenharia Civil na F.C.T. da Universidade de Coimbra, João Torres desenvolveu actividade nos domínios das artes plásticas, teatro, performance, poesia visual, fotografia e cinema. A sua actividade profissional tem incidido preferencialmente nas áreas de concepção e produção de cenários para cinema e audiovisuais. Como Director de Arte trabalhou na produção de filmes, telefilmes e filmes publicitários de diversos países. Desenvolveu projectos com realizadores como Alain Tanner, Raoul Ruiz, Riccardo Freda, Bertrand Tavernier, Jean Louis Bertoucelli, Jean Claude Missien, Serge Moati, Denys Granier-Deferre, Michaela Watteaux, Serge Korber, Paolo Marinou Blanco, Joaquim Leitão, Rainer Eurler, Billy August, António Pedro Vasconcelos, Patrick Timsit, Imanol Arias, Zezé Gamboa, Tom Cairns, Tom Donnely, Bruno de Almeida, entre muitos outros. Foi Subdirector do Teatro Nacional S. João e Director Executivo do festival internacional de teatro Po.N.T.I., (ed.1997/1999/2001). Tem colaborado com diversas estruturas de produção artística no desenvolvimento de projectos e esporadicamente em jornais e revistas sobre temas da actualidade.

  • Maria João Mayer

    Maria João MayerProdutora

    Maria João Mayer é produtora cinematográfica há mais de 10 anos e já trabalhou com alguns dos cineastas mais reconhecidos em Portugal — casos de Manoel de Oliveira, Fernando Lopes, Margarida Cardoso, entre muitos outros. Em relação às obras mais recentes, destacam-se Montanha e Rafa, de João Salaviza, Yvone Kane, de Margarida Cardoso, e Um Dia Frio, de Cláudia Varejão. Em 2015 foi uma de cinco mulheres distinguidas nos Prémios “Mulheres Criadores de Cultura" promovido pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais do Ministério da Cultura.

  • Miguel Monteiro

    Miguel MonteiroAtor

    Cinco meses depois de ter estado a viver em Coimbra para rodar o filme “Pedro e Inês” de António Ferreira, o ator Miguel Monteiro regressa à cidade para integrar o grupo de jurados de mais uma edição do Caminhos Film Festival. Nascido em Lisboa em Maio de 1965, Miguel Monteiro viveu os primeiros anos da sua vida profissional como jornalista. Passou pelo Expresso, fez parte das equipas fundadoras da TSF em 1988 e da SIC em 1992, ao lado de Emídio Rangel, foi director-adjunto do semanário de espetáculos Se7e, fez parte da equipa do programa “Cinemagazine” (RTP) de Fernando Matos Silva, colaborou ocasionalmente em várias publicações, onde escreveu sempre sobre a sua paixão: o cinema. Foi o primeiro jornalista português a fazer a cobertura em Los Angeles de uma cerimónia dos Óscares, em 1989 e repetiu a experiência por mais cinco vezes. Participou em eventos como os Spirit Awards, a grande celebração dos 80 anos de Frank Sinatra, entrevistou grandes figuras da velha Hollywood como Billy Wilder, Lauren Bacall, Robert Mitchum, Maureen O’Hara ou Anthony Quinn. Em 2005 aceitou o convite de João Botelho para participar no filme “O Fatalista” e começou um percurso de ator que nunca mais parou. Ao longo destes anos, Miguel Monteiro voltou a filmar com Botelho “Corrupção”, “A Corte do Norte” e “Os Maias – Cenas da Vida Romântica”, trabalhou com Peter Greenaway em “3X3D: Just in Time”, rodou “Giacomo Variations” de Michael Sturminger ao lado de John Malkovich, “Mistérios de Lisboa” de Raul Ruiz, “Linhas de Wellington” de Valeria Sarmiento, “Call Girl” de António-Pedro Vasconcelos, “Duas Mulheres” de João Mário Grilo, “Em Câmara Lenta” de Fernando Lopes, “Pó” e “Encontradouro” ambos de Afonso Pimentel, “Ao Deus Dará” de Tiago Rosa-Rosso, “Axilas” de José Fonseca e Costa ou “A Mãe é que Sabe” de Nuno Rocha, entre vários outros trabalhos.

  • Pedro Chagas Freitas

    Pedro Chagas FreitasEscritor

    Pedro Chagas Freitas escreve cenas variadas. Romances, novelas, contos, crónicas, guiões, letras de música, textos publicitários e outras imbecilidades. Publicou mais de duas dezenas de obras. Está na lista dos mais vendidos de 2014 em Portugal. Estudou linguística e criou jogos didácticos para estimular a produção escrita. Foi nadador-salvador, barman, operário fabril, porteiro de discoteca, jogador de futebol. Acredita que o país perfeito é a Lamechalândia. E vive por lá todos os dias.

  • Pedro Figueiredo

    Pedro FigueiredoEscultor

    Nasceu a 22 de Outubro do ano de 1974, na cidade da Guarda. Concluiu o curso profissional de Cerâmica na Escola Artística de Coimbra – ARCA – E.A.C., a licenciatura em Escultura, a pós-graduação em Comunicação Estética e o Mestrado em Artes Plásticas na Escola Universitária das Artes de Coimbra – ARCA – E.U.A.C. Está representado na Galeria São Mamede (Lisboa e Porto), na Galeria de Arte Contemporânea Nuno Sacramento (Ílhavo) e na Shairart (Braga). Expõe regularmente em Bienais de Arte desde 2003. Tem feito várias exposições individuais e colectivas desde 2000. Tem participado em Simpósios, e executado cenários e adereços para teatro e outras áreas do espetáculo. Está representado em diversas coleções públicas e privadas quer nacionais quer estrangeiras. Atualmente, vive e trabalha em Coimbra.

  • Rita Azevedo Gomes

    Rita Azevedo GomesRealizadora

    Nascida em Lisboa, em 1952, Rita Azevedo Gomes tem um percurso variado, ligado às artes visuais. Começou por estudar Belas Artes, ligando-se ao cinema a pouco e pouco. Esteve envolvida, ao longo dos anos, em inúmeros projetos em teatro, ópera, artes plásticas e cinema, tendo ainda desenvolvido, com grande reconhecimento, trabalhos gráficos em diversas edições de cinema da Cinemateca e da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1990, realizou o seu primeiro filme: “O Som da Terra a Tremer”, após o qual escreveu e realizou várias curtas e longas metragens internacionalmente reconhecidas em festivais de todo o mundo. Trabalha atualmente na Cinemateca Portuguesa como programadora onde está também a cargo das exposições.

  • Susana Jacobetty

    Susana JacobettyStylist

    Susana Jacobetty trabalha em Comunicação e na indústria da Moda há mais de 15 anos.Ganhou o Prémio de Melhor Guarda Roupa na XVII edição do Festival “Caminhos do Cinema Português” com o filme Kinotel. Costumizou uma peça para a exposição Boomshirt no Estoril Fashion Art Festival em conjunto com as Artistas Joana Vasconcelos e Catarina Pestana. Foi Responsável pela Comunicação da 1ª visita do Dalai Lama a Portugal. Colaborou nas obras da Exposição no Palácio Nacional de Mafra, do artista João Bacelar e na Campanha “O teu bairro é a tua cara” no MUDE. Foi Comentadora dos Prémios Aquila, Cerimónia de Televisão e Cinema Português, trabalhou como Comentadora televisiva e teve várias rubricas de Moda e Beleza em diversos programas de Televisão. Foi Editora de Moda e Beleza da revista de cultura Urbana, DIF e Responsável de Moda na revista Cosmopolitan, para além de colaborar com várias publicações nacionais e internacionais. Há vários anos que colabora com o curso de Cinemalogia, do Festival dos Caminhos do Cinema Português, onde lecionou o módulo de Guarda Roupa e Caracterização para Cinema.

A segunda categoria competitiva do festival é a Selecção Ensaios. Nesta competição internacional as academias nacionais e estrangeiras competem pelos prémios de Melhor Ensaio Nacional e Melhor Ensaio Internacional. Por aqui passaram hoje nomes mais ou menos consagrados como Leonor Teles, Vasco Mendes, André Guiomar ou Vicente Nirō (Daniel Vicente Roque). Colocando em competição o cinema de escola, esta secção permite a muitos dos jovens cineastas a projecção pública dos seus filmes fora do ambiente académico e de onde se poderão retirar ilações directas sobre as reais condições de ensino e produção de cinema em Portugal e no mundo. Sob a mesma filosofia com que constituímos o Júri da Selecção Caminhos, o Júri da Seleção Ensaios terá a missão de atribuir os prémios desta categoria. Este é integrado por várias personalidades de reconhecido mérito cultural e artístico. Desta forma o Júri da Seleção Ensaios é constituído pela diretora de produção Ângela Cerveira, a atriz Carla Chambel, o músico David Santos (também conhecido por Noiserv), o realizador e produtor Jerónimo Rocha e a atriz Sara Barros Leitão.

Júri Seleção Ensaios

  • Ângela Cerveira

    Ângela CerveiraDirectora de Produção

    Ângela Cerveira encontra-se neste momento a trabalhar no novo projecto de Joaquim Pinto e Nuno Leonel. Começou a trabalhar em cinema em 1986. Desde 1990, como Directora de Produção trabalhou com realizadores como João César Monteiro, Manuel Mozos, José Álvaro Morais, Miguel Gomes, Jeanne Waltz, Leão Lopes, Flora Gomes, Jorge Silva Melo, João Canijo, Christine Laurent, João Salaviza entre outros. Produtora executiva da 9ª edição do Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa – Indielisboa.
    Directora de produção dos conteúdos audiovisuais do Pavilhão de Portugal na EXPO’98, e Directora técnica de Monumental’95/Mistérios de Lisboa. Foi ainda directora de produção da semana de moda “ModaLisboa” entre 1997 e 2001.

  • Carla Chambel

    Carla ChambelAtriz

    Carla Chambel nasceu em 1976 na Amadora. Fez Formação de Atores na Escola Superior de Teatro e Cinema. Estreou-se no teatro, em 1995, com A Disputa de Marivaux, encenação de João Perry, no Teatro da Trindade, em Lisboa, e desde aí tem trabalhado com diversas companhias e realizadores portugueses e estrangeiros. Destacam-se Amália, o Filme de Carlos Coelho da Silva e Quarta Divisão de Joaquim Leitão. Recebeu prémio Sophia de Melhor Atriz Secundária pelo filme Se Eu Fosse Ladrão Roubava de Paulo Rocha. É locutora de publicidade, e tem presença regular na televisão, enquanto atriz. Podemos vê-la, atualmente, em Espelho d'Água, na SIC. Fez direção de atores na novela Laços de Sangue, da SIC, que ganhou o EMMY em 2011, e dá formação de atores em diversas escolas e workshops. É cooperadora e vogal da GDA . É vice-presidente da Academia Portuguesa de Cinema desde 2014, onde produz anualmente a participação portuguesa no EFA YOUNG AUDIENCE AWARD.

  • David Santos

    David SantosCompositor/Músico

    Noiserv, a quem já chamaram "o homem-orquestra" ou "banda de um homem só", tem um percurso marcado pela composição e interpretação musical de temas que viajam entre a memória, sonho e a realidade. Conta com o bem sucedido disco de estreia “One Hundred Miles from Thoughtlessness” em 2008, o EP “A Day in the Day of the Days” em 2010 e em Outubro de 2013 editou “Almost Visible Orchestra”, distinguido em 2014 como "Melhor Disco de 2013"pela Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2016 editou o seu disco mais recente de nome “00:00:00:00”. Com mais de 500 concertos em Portugal e no estrangeiro, integra uma série de outras colaborações musicais, nomeadamente como os You Can’t win Charlie Brown, dos quais é membro fundador. Contribui também para o panorama do cinema e teatro nacional, a destacar as colaborações em teatro com Marco Martins, Nuno M. Cardoso e Rui Horta, e em cinema com Miguel Gonçalves Mendes e Paulo Branco, entre outros.

  • Jerónimo Rocha

    Jerónimo RochaRealizador/Produtor

    Jerónimo Rocha nasceu no Porto em 81 e desde miúdo, por não gostar de jogar futebol, arquiteta estórias com quem o quiser acompanhar. Trabalha em Lisboa na produtora de filmes TAKE IT EASY desde 2005, onde realiza e dirige o laboratório criativo EASYLAB. Com mais de uma dezena de curtas metragens – entre as quais Breu (2010), Les Paysages (2012), Dédalo (2013), Macabre (2015), Arcana (2015) – selecionadas e premiadas nos mais diversos festivais do panorama nacional e internacional (Motelx, Cinanima, Indie Lisboa, Annecy, Guadalajara, Morbido, PiFan, Leeds, TIFF, entre outros), Jerónimo tem um particular fascínio pelo lado mais obscuro daquilo que nos rodeia. Foi o director de animação e editor da série da RTP, Odisseia (2013). É o primeiro português a receber o prémio Brigadoon no Festival Internacional de Cinema de Sitges

  • Sara Barros Leitão

    Sara Barros LeitãoAtriz

    Sara Barros Leitão, nasceu no Porto em 1990 e formou-se em Interpretação pela Academia Contemporânea do Espetáculo. Trabalha regularmente em Televisão, e o seu trabalho na mini-série “Mulheres de Abril” valeu-lhe, em 2014, a nomeação para Melhor Atriz Secundária nos Prémios Áquila e Prémios Fantastic Televisão.

O derradeiro júri é o Público. A ele caberá a decisão de escolher o melhor filme da Selecção Caminhos. Faça parte da decisão do Prémio do Público ‘Chama Amarela’ e venha conhecer “todo o cinema português”.

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