Presidente da E.R. de Turismo do Centro de Portugal

Presidente da E.R. de Turismo do Centro de Portugal Pedro Machado

Nas palavras de Fernando Pessoa “cultura não é ler muito, nem saber muito; é conhecer muito.” Arriscando uma interpretação pessoal, “conhecer muito” implica viver muito, experimentar muito, arriscar, acertar, errar e aprender. Este é um percurso virtuoso, uma aventura que todos nós, enquanto seres do “penso, logo existo”, devemos encabeçar, na procura incessante de conhecer e aprender cada vez mais. Este é “o” princípio que deverá nortear qualquer indivíduo, mas também, qualquer projeto e/ou organização. (...)


Aten­dendo a que a cul­tura em Por­tu­gal e, se me per­mi­tem, no mundo inteiro, nem sem­pre foi devi­da­mente con­si­de­rada e aca­ri­nhada, é com base na cri­a­ti­vi­dade e no espí­rito de entrega e de sacri­fí­cio dos que a ela se dedi­cam, que se têm cimen­tado, de forma orgu­lhosa e com enorme brio, alguns exce­len­tes projetos.

O Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês” cele­bra este ano a sua XXII edi­ção. Ao longo des­tes vinte e dois anos de exis­tên­cia terá, com cer­teza, evo­luído e apren­dido, com as mais diver­sas vicis­si­tu­des cul­tu­rais, eco­nó­mi­cas, e soci­o­ló­gi­cas capa­zes de influ­en­ciar pro­je­tos desta natureza.

Ao olhar para a sua his­tó­ria e para o seu per­curso de con­so­li­da­ção e segu­rança, refor­çado com o pas­sar dos anos e cons­tan­tes apren­di­za­gens, é com grande ale­gria que me asso­cio à cele­bra­ção de mais uma edi­ção deste festival.

Um agra­de­ci­mento, em par­ti­cu­lar, pelo papel que tem exer­cido no reforço da ima­gem de Coim­bra, enquanto um dos gran­des polos cul­tu­rais do país, bem como, e natu­ral­mente, para noto­ri­e­dade da Região Cen­tro de Portugal.

Pro­je­tos como o Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês” são for­mas dife­ren­tes e ori­gi­nais de tra­ba­lhar os ter­ri­tó­rios, dando-lhes ainda mais ati­vos na mis­são de atra­ção de visitantes/​turistas. Em mui­tos casos, dando-lhes uma nova vida, uma nova dinâ­mica. Desta forma, dão o seu con­tri­buto na estru­tu­ra­ção do Turismo Cul­tu­ral, de pes­soas que visi­tam os des­ti­nos com este pro­pó­sito: de expe­ri­men­tar, de se emo­ci­o­nar, de apren­der, de conhe­cer e, no final, evoluir.

Faço votos das mai­o­res feli­ci­da­des para este pro­jeto. Que con­ti­nue a cres­cer, a con­so­li­dar-se, e com a qua­li­dade reco­nhe­cida inter­pa­res, e a refor­çar a noto­ri­e­dade devida, tanto em ter­mos naci­o­nais, como internacionais.