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    Crónica do Festival – II

    Só posso dizer que não há pala­vras para des­cre­ver a ati­vi­dade e a feli­ci­dade no rosto das cen­te­nas de cri­an­ças que enchem as ses­sões. Há de facto coi­sas na vida que não têm preço e esta é sem dúvida uma delas.” Foi com estas pala­vras que Vivi­ana Andrade des­cre­veu a pri­meira ses­são dos Cami­nhos Juni­o­res”, que é uma das ati­vi­da­des que coor­dena e que inau­gu­rou, às 10.00h na sala prin­ci­pal do TAGV, o segundo dia do Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês”. O cami­nho faz-se cami­nhando, e a melhor forma de come­çar o dia é pelo iní­cio, ou seja, pela for­ma­ção de novos públi­cos para o cinema por­tu­guês.

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    Al Berto” e A Mãe É Que Sabe” são destaques no terceiro dia dos Caminhos do Cinema Português

    São oito o número de ses­sões do ter­ceiro dia do Cami­nhos Film Fes­ti­val, que incluem a série-docu­men­tal No Tri­lho dos Natu­ra­lis­tas”.

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    No trilho dos Naturalistas

    A série docu­men­tal No tri­lho dos natu­ra­lis­tas” é com­posta por qua­tro epi­só­dios, pro­du­zi­dos no âmbito de um pro­jecto de inves­ti­ga­ção co-finan­ci­ado pelo Ciên­cia Viva/​QREN, nos quais se apre­sen­tam os tri­lhos per­cor­ri­dos por inves­ti­ga­do­res da Uni­ver­si­dade de Coim­bra nas suas expe­di­ções botâ­ni­cas a S. Tomé e Prin­cípe, Angola e Moçam­bi­que, e se docu­men­tam as Via­gens Filo­só­fi­cas” rea­li­za­das por cien­tis­tas por­tu­gue­ses no século XVIII, em incur­sões nas anti­gas coló­nias por­tu­gue­sas.
    Apro­vei­tando como ponto de par­tida as expe­di­ções a África rea­li­za­das por inves­ti­ga­do­res por­tu­gue­ses na actu­a­li­dade, esta série de docu­men­tá­rios fala-nos sobre a diver­si­dade de plan­tas e a eco­lo­gia, sobre o fun­ci­o­na­mento dos ecos­sis­te­mas e sobre a rela­ção entre a acção humana e o ambi­ente. Em cada docu­men­tá­rio, vai-nos sendo for­ne­cida infor­ma­ção cien­tí­fica sobre o objecto de estudo da expe­di­ção em causa, inter­ca­lando-se a demons­tra­ção das des­co­ber­tas cien­tí­fi­cas mais recen­tes com refe­rên­cias ao pas­sado da inves­ti­ga­ção cien­tí­fica em torno dos ecos­sis­te­mas das regiões afri­ca­nas no período do domí­nio colo­ni­a­lista.

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    Mastersessions da 23.ª edição

    As mas­ter­ses­si­ons são espa­ços de debate pro­mo­vi­dos pelo fes­ti­val que res­pon­dem a um con­junto de temá­ti­cas defi­ni­das em torno dos eixos cura­to­ri­ais pre­sen­tes na pro­gra­ma­ção de cada edi­ção, pro­mo­vendo-se assim um espaço de refle­xão em inte­rac­ção com os dife­ren­tes públi­cos. Nesta 23.ª edi­ção estão pro­gra­ma­das três ses­sões mas­ter ses­sion; Pri­mei­ros Pla­nos – Da Escola até ao Pri­meiro Filme; A dis­tri­bui­ção do Cinema Por­tu­guês”; e O Outro Eu”.

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    Cinema para a geração ‹‹Juniores››

    A XXIII edi­ção do Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês irá decor­rer entre os dias 27 de Novem­bro a 3 de Dezem­bro do pre­sente ano civil. Esta edi­ção à seme­lhança das ante­ri­o­res, irá con­tar com uma ati­vi­dade dedi­cada ao público infan­til, os “ Cami­nhos Juni­o­res”. Esta ati­vi­dade tem como prin­ci­pal obje­tivo apro­xi­mar o público infan­til da 7ª Arte, tendo uma uma inter­ven­ção cívica e humana. Toda a pro­gra­ma­ção tem o intuito de trans­mi­tir a este público uma men­sa­gem, uma apren­di­za­gem feita de forma dife­rente, uma aula que se rea­liza numa sala de cinema.

    Desta maneira, a pro­gra­ma­ção sele­ci­o­nada com­pro­mete-se a trans­mi­tir impor­tan­tes men­sa­gens para a for­ma­ção cívica das cri­an­ças con­vi­da­das. Com um pro­grama dinâ­mico e cons­tru­tivo, as cur­tas metra­gens sele­ci­o­na­das, apre­sen­tam uma índole cul­tu­ral e uma moral edu­ca­tiva de forma lúdica, de modo a desen­vol­ver valo­res huma­nos e de com­pa­nhei­rismo, aos nos­sos jovens con­vi­da­dos.

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    Cerimónia de Abertura da 23.ª edição

    Esta ses­são de índole pro­to­co­lar marca o iní­cio for­mal desta XXIII edi­ção. Nela são rece­bi­das todas as enti­da­des envol­vi­das no Fes­ti­val e são nome­a­das em gesto de agra­de­ci­mento. É tam­bém feita uma pequena apre­sen­ta­ção da pro­gra­ma­ção geral do Fes­ti­val e do grupo de jura­dos das mais diver­sas cate­go­rias. Tam­bém marca a estreia em grande écran da curta metra­gem – A Cos­tu­rei­ri­nha – pro­du­zida no âmbito do 6.º curso de cine­ma­lo­gia pro­mo­vi­dos pela orga­ni­za­ção. Há ainda espaço para a música com a actu­a­ção do Grupo de Cor­das da Sec­ção de Fado da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mica de Coim­bra.

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    Iniciam-se os Caminhos do Cinema Português…

    Ini­cia-se hoje a 23ª edi­ção do Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Português.Com a cidade de Coim­bra como anfi­triã, a Sele­ção Cami­nhos, uma das ver­ten­tes com­pe­ti­ti­vas do fes­ti­val, anun­cia sete dias de cinema por­tu­guês na zona cen­tro, com des­ta­que para os fil­mes Quem é Bár­bara Vir­gí­nia?” e O Homem de Trás-os-Mon­tes”.

    130 é o número de fil­mes que nos pró­xi­mos sete dias esta­rão em exi­bi­ção no Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, com­pre­en­dendo um total de 60 horas de cinema.

    A pri­meira ses­são, que inau­gura a pre­sente edi­ção dos Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, tem iní­cio às 15 horas, no Tea­tro Aca­dé­mico de Gil Vicente (TAGV), com a exi­bi­ção de A Toca­dora”, uma ani­ma­ção de Joana Ima­gi­ná­rio. Seguem-se os docu­men­tá­rios Antó­nio e Cata­rina” de Cris­tina Hanes, ven­ce­dor do Pré­mio Par­dino d’Oro do Fes­ti­val de Cinema de Locarno, e Quem é Bár­bara Vir­gí­nia?” de Luísa Sequeira, sobre a pri­meira mulher a rea­li­zar um filme em Por­tu­gal.

    Pelas 17h30 tem lugar a segunda Ses­são Juve­nis. Com rea­li­za­ção de Leo­nor Areal, o docu­men­tá­rio Nasci com a Tro­vo­ada – Auto­bi­o­gra­fia pós­tuma de um cine­asta” serve de home­na­gem a Manuel Gui­ma­rães, o único rea­li­za­dor neo-rea­lista do cinema naci­o­nal.

    A ceri­mó­nia de aber­tura do fes­ti­val, com apre­sen­ta­ção a cargo de Luís Rodri­gues e San­dra José, tem horá­rio mar­cado para as 21h45, no TAGV, com a apre­sen­ta­ção das prin­ci­pais acti­vi­da­des do fes­ti­val pelo seu Dire­tor Vítor Fer­reira, seguindo-se o visi­o­na­mento de A Cos­tu­rei­ri­nha”, pro­du­ção da sexta edi­ção do curso de cinema – Cine­ma­lo­gia’.

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    Informações Gerais

    Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, na sua 23.ª edi­ção, decor­re­rão de 27 de novem­bro a 3 de dezem­bro. A orga­ni­za­ção com­pi­lou toda a infor­ma­ção para que saiba onde e como pode cami­nhar por estes encon­tros cine­ma­to­grá­fi­cos. Quais­quer escla­re­ci­men­tos adi­ci­o­nais pode­rão ser soli­ci­ta­dos pelo email [email protected]​caminhos.​info ou pelo tele­fone 239 851 069.

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    Crónica do festival – I

    O Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês”, cuja 23ª edi­ção terá lugar entre os dias 27 de novem­bro e 3 de dezem­bro de 2017, con­ti­nua a ser – para além de um dos raros exem­plos que con­se­guiu tal lon­ge­vi­dade ape­sar da (apa­rente) des­van­ta­gem de não se rea­li­zar na Grande Lis­boa ou no Grande Porto – o único fes­ti­val de cinema em Por­tu­gal dedi­cado uni­ca­mente ao cinema por­tu­guês. Nunca é demais cha­mar a aten­ção para esta sua mani­festa ima­gem de marca” ao longo des­tes 23 anos, que for­mam um tra­jeto em que a von­tade de exi­bir, divul­gar e pre­miar o nosso cinema per­mi­tiu acom­pa­nhar a evo­lu­ção tanto da obra dos seus nomes mais con­sa­gra­dos quanto de cri­a­do­res que estão no iní­cio do seu per­curso.

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    Apresentação Selecção Ensaios (XXIII)

    Começa a ser muito ténue a linha que desar­ti­cula aquilo que con­si­de­ra­mos cinema pro­du­zido em con­texto pro­fis­si­o­nal do que é pro­du­zido em con­texto aca­dé­mico, mas sabe­mos que aquilo que os une é, sem dúvida, uma qua­li­dade e ori­gi­na­li­dade sur­pre­en­den­tes.

    Assis­tir às ses­sões da Selec­ção Ensaios é sen­tir o san­gue novo que sem­pre pau­tou o cinema (inde­pen­den­te­mente da idade do cri­a­dor), é ser con­fron­tado com téc­ni­cas e diá­lo­gos hete­ro­gé­neos, ideias van­guar­dis­tas e inclu­si­va­mente conhe­cer novos intér­pre­tes com per­for­man­ces ines­pe­ra­das e por isso mar­can­tes.

    A Selec­ção Ensaios é assim um cami­nhar pelo cinema por­tu­guês e inter­na­ci­o­nal desen­vol­vido aca­de­mi­ca­mente. Esta apa­rente dua­li­dade serve de objecto de dis­cus­são, for­ne­cendo uma linha invi­sí­vel de lin­gua­gem cine­ma­to­grá­fica que une os novos artis­tas por todo o mundo. É um res­pon­der, por vezes quase em jeito de mani­festo fíl­mico, do estado actual das coi­sas em Por­tu­gal e no mundo.

    Con­vi­da­mos todos a per­cor­rer este cami­nho pro­posto nesta 23.ª edi­ção, num per­curso pelo cinema con­tem­po­râ­neo feito cá e lá fora.

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  • (…) É – sempre foi, aliás – no ambiente informal e de camaradagem entre realizadores, actores, técnicos, cineclubistas, público, imprensa e equipa dos Caminhos que reside o seu charme e, quiçá, a razão principal para a sua longevidade. Isto porque não foi fácil criar, quanto mais manter vivo, um festival dedicado em exclusividade ao Cinema Português, com todas as condicionantes conhecidas (diríamos antes “estruturais”) a que o festival soube sempre responder com a sua criatividade e perseverança, sempre com a simpatia com que trabalha a equipa dos Caminhos do Cinema Português, que, assim, está redobradamente de parabéns por mais esta concretização.(…)

    Paulo Martins, Vice-Presidente da Mesa da Assembleia da FPCC (2017)
  • A Câmara Municipal de Coimbra congratula o Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra por mais uma edição deste importante festival. O certame, que, através do cinema português, promove as relações entre os estudantes e a cidade, irá oferecer, durante sete dias, um programa rico e variado, ao mesmo tempo que será um local único para debate, intercâmbio e reflexão. (…)

    Carina Gomes, Vereadora da Cultura do Município de Coimbra (2017)
  • A cidade de Coim­bra aco­lhe este ano o XXIII Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês. Ao fim de 23 edi­ções pode­mos dizer que o Fes­ti­val já repre­senta uma marca incon­tor­ná­vel na vida cul­tu­ral da cidade e no pano­rama cine­ma­to­grá­fico naci­o­nal. O Fes­ti­val, pro­mo­vido pela Asso­ci­a­ção de Artes Cine­ma­to­grá­fi­cas de Coim­bra e do Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mica de Coim­bra, cons­ti­tui-se como mos­tra da plu­ra­li­dade do Cinema português, garantindo o reconhe­ci­mento artís­tico e popu­lar do tra­ba­lho que se vai desen­vol­vendo e a neces­sá­ria reno­va­ção da sétima arte em Por­tu­gal.

    Eduardo Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República (2017)
  • Cinema por­tu­guês é sinó­nimo de diver­si­dade e qua­li­dade: de auto­res, de géne­ros, de temas, de abor­da­gens téc­ni­cas, de lin­gua­gens e de pro­fis­si­o­nais do setor. É nes­tas carac­te­rís­ti­cas que o Cinema, enquanto parte da iden­ti­dade cul­tu­ral por­tu­guesa, reflete a impor­tân­cia de enten­der a Cul­tura como um valor trans­ver­sal, de acesso demo­crá­tico. O fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês tem vindo a con­so­li­dar a sua impor­tân­cia como cata­li­sa­dor destes prin­cí­pios, ao demo­cra­ti­zar o acesso à Cul­tura, des­cen­tra­li­zando a sua oferta e con­tri­buindo para a cons­tru­ção de novos públi­cos, cada vez mais inte­res­sa­dos, infor­ma­dos e exi­gen­tes. Este é o 23º ano em que, atra­vés deste Fes­ti­val, a diver­si­dade e a qua­li­dade do cinema naci­o­nal se reú­nem num espaço comum, mos­trando que os mui­tos cami­nhos da cine­ma­to­gra­fia podem con­ver­gir num único ponto de encon­tro, onde todo o cinema é por­tu­guês.

    Luís Castro Mendes, Ministro da Cultural (2017)
  • O fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês exerce uma fun­ção essen­cial no cinema por­tu­guês, quer divul­gando a pro­du­ção exis­tente quer abrindo cami­nho a novos inte­res­sa­dos nesta ati­vi­dade, que é tão poten­ci­a­dora da dinâ­mica de uma soci­e­dade que tem de ser pro­a­tiva. Estou certo que esta edi­ção vai estar à altura desta mis­são, abrindo mais por­tas, sem­pre renovadas.

    João Gabriel Silva, Magnífico Reitor da Universidade de coimbra
  • (…) Des­ta­cando-se pelo impor­tante papel que tem vindo a desem­pe­nhar enquanto des­cen­tra­li­za­dor do acesso à cul­tura, aquele que, na sua 23.ª edi­ção, se apre­senta ainda como o único fes­ti­val dedi­cado a todo o cinema por­tu­guês, é hoje um acon­te­ci­mento incon­tor­ná­vel e imper­dí­vel no pano­rama dos fes­ti­vais de cinema em Por­tu­gal. O fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês reveste-se de grande sin­gu­la­ri­dade, pau­tada pelo pro­fis­si­o­na­lismo de todos os que o com­põem e que se reflete na qua­li­dade da pro­gra­ma­ção que ano após ano tem vindo a apre­sen­tar. Sem esque­cer o con­tri­buto que este fes­ti­val tem dado ao debate e à dis­cus­são sobre o Cinema (pela orga­ni­za­ção do Sim­pó­sio) ou a sua aposta na for­ma­ção (com o curso Cine­ma­lo­gia e os fru­tos que daí já reco­lheu), é com enorme satis­fa­ção que, mais uma vez, faze­mos parte desta concretização.(…)

    Luís Chaby Vaz, Presidente do Conselho de Administração do Instituto do Cinema e Audiovisual IP
  • (…) Esta­mos, por­tanto, mais do que nunca da impor­tân­cia sen­sí­veis à impor­tân­cia da Indús­tria Cine­ma­to­grá­fica na pro­mo­ção turís­tica de um des­tino, em par­ti­cu­lar, do Cen­tro de Por­tu­gal. O mesmo o com­prova, por um lado, a recente cri­a­ção da Cen­tro Por­tu­gal Film Com­mis­sion – que pos­si­bi­li­tará unir von­ta­des e criar uma rede inte­grada e pro­fis­si­o­nal, para posi­ci­o­nar o Cen­tro de Por­tu­gal a nível inter­na­ci­o­nal como uma das regiões euro­peias que mais van­ta­gens com­pe­ti­ti­vas pode ofe­re­cer à indús­tria do cinema -, e, por outro lado, a rea­li­za­ção de fes­ti­vais de pres­tí­gio e renome, tais como, o Fes­ti­val Cami­nhos Cinema Por­tu­guês.(…)

    Pedro Machado, Presidente da Entidade Regional Turismo do Centro de Portugal (2017)
  • Se os “Caminhos do Cinema Português” fossem um filme (ou um conjunto de filmes) e fazendo uma retrospetiva rápida, podemos olhar para os primeiros anos como curtas metragens, para a consolidação do festival como longas metragens e, atualmente, podemos considerar que estamos na presença de uma saga de culto com vários episódios. Nesta 23ª edição, haveria já direito a uma “box premium” com espaço para os vários extras que os Caminhos (como quem acompanha gosta de chamar) já comportam, além do Festival: o Ciclo Fusões, o Simpósio, o curso Cinemalogia... Os cenários onde se desenrola esta saga alargaram-se, e bem, para fora de Coimbra, epicentro dos Caminhos. Mais um sinal de crescimento. Mais há outros sinais bem interessantes a acompanhar a resiliência e porfia deste Festival – a cidade e a região têm sido intensamente procuradas para a produção cinematográfica. Estaremos num momento de viragem? Se se verificar que sim, seguramente que os Caminhos desempenharam um importante papel. Um papel químico, se quiserem, de elemento que revela os efeitos da luz. Com a química a encontrar a magia, como na origem do cinema.

    Clara Almeida Santos, Vice-Reitora para a Cultura e Comunicação da Universidade de Coimbra (2017)