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    Apresentação Selecção Ensaios (XXIII)

    Começa a ser muito ténue a linha que desar­ti­cula aquilo que con­si­de­ra­mos cinema pro­du­zido em con­texto pro­fis­si­o­nal do que é pro­du­zido em con­texto aca­dé­mico, mas sabe­mos que aquilo que os une é, sem dúvida, uma qua­li­dade e ori­gi­na­li­dade sur­pre­en­den­tes.

    Assis­tir às ses­sões da Selec­ção Ensaios é sen­tir o san­gue novo que sem­pre pau­tou o cinema (inde­pen­den­te­mente da idade do cri­a­dor), é ser con­fron­tado com téc­ni­cas e diá­lo­gos hete­ro­gé­neos, ideias van­guar­dis­tas e inclu­si­va­mente conhe­cer novos intér­pre­tes com per­for­man­ces ines­pe­ra­das e por isso mar­can­tes.

    A Selec­ção Ensaios é assim um cami­nhar pelo cinema por­tu­guês e inter­na­ci­o­nal desen­vol­vido aca­de­mi­ca­mente. Esta apa­rente dua­li­dade serve de objecto de dis­cus­são, for­ne­cendo uma linha invi­sí­vel de lin­gua­gem cine­ma­to­grá­fica que une os novos artis­tas por todo o mundo. É um res­pon­der, por vezes quase em jeito de mani­festo fíl­mico, do estado actual das coi­sas em Por­tu­gal e no mundo.

    Con­vi­da­mos todos a per­cor­rer este cami­nho pro­posto nesta 23.ª edi­ção, num per­curso pelo cinema con­tem­po­râ­neo feito cá e lá fora.

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    Livre Trânsito pelos Caminhos do Cinema Português

    Já se encon­tram dis­po­ní­veis para com­pra os bilhe­tes pon­tu­ais e de livre-trân­sito para a XXIII Edi­ção dos Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês.

    O Livre-trân­sito Cami­nhos” per­mi­tir-lhe-á acesso livre a todos os fil­mes, inde­pen­den­te­mente da sua Selec­ção ou Sec­ção com­pe­ti­ti­vas. Des­pren­dendo-se de filas, poderá entrar em qual­quer das obras pro­gra­ma­das nesta XXIII Edi­ção do fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês. Assista a mais de cem fil­mes, fazendo a sua pró­pria pro­gra­ma­ção base­ada nos seus gos­tos e dis­po­ni­bi­li­dade.

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    Júri Internacional FICC/​IFFS

    O Pré­mio D. Qui­jote é um pré­mio da FICC – Fede­ra­ção Inter­na­ci­o­nal de Cine­clu­bes, atri­buído em fes­ti­vais de cinema sele­ci­o­na­dos pela Fede­ra­ção Inter­na­ci­o­nal de Cine­clu­bes. O Júri FICC/​IFFS é com­posto por ciné­fi­los de qual­quer país do mundo, apu­ra­dos entre as can­di­da­tu­ras das várias Fede­ra­ções Naci­o­nais de Cine­clu­bes.

    O por­tu­guês Car­los Coe­lho, o noru­e­guês Odd Vaa­gland e o afe­gão Abdul Malek Ghu­lam Hus­sin são os nome­a­dos Júri FICC da 23ª edi­ção dos Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês.

    A Sele­ção Cami­nhos, além dos pré­mios atri­buí­dos pelo Júri da Sele­ção Cami­nhos, é tam­bém ava­li­ada pelo Júri do Pré­mio de Imprensa CISION, bem como pelo Público e pelo Júri FICC. Para o Pré­mio D. Qui­jote estão ele­gí­veis os fil­mes pre­sen­tes em com­pe­ti­ção na Sele­ção Cami­nhos, que este­jam legen­da­dos em fran­cês ou inglês, ou ausen­tes de diá­lo­gos.

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    IV SIMPÓSIO INTERNACIONAL FUSÕES NO CINEMA

    Ini­cia hoje a IV edi­ção do Sim­pó­sio Inter­na­ci­o­nal Fusões no Cinema, a acon­te­cer em São João da Madeira, encer­rando no dia 18 de novem­bro. Sendo co-orga­ni­zado pelo Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês e pela Uni­dade de Desen­vol­vi­mento dos Cen­tros Locais de Apren­di­za­gem (UMCLA) da Uni­ver­si­dade Aberta, nesta edi­ção pode­mos con­tar com a pre­sença de vários docen­tes, inves­ti­ga­do­res, ora­do­res con­vi­da­dos, espe­ci­a­lis­tas e artis­tas de dife­ren­tes áreas, tais como Fran­cisco Gar­cía Gar­cía da Uni­ver­si­dad Com­plu­tense de Madrid, João Rita do Cine Club Arouca ou Daniel Mill da Uni­ver­si­dade Fede­ral de São Car­los. Estes irão ana­li­sar ques­tões que reme­tem às prá­ti­cas artís­ti­cas e edu­ca­ti­vas nos dias de hoje, assim como os novos papéis dos dife­ren­tes agen­tes envol­vi­dos na dinâ­mica cri­a­tiva e ope­ra­tiva da arte, da edu­ca­ção e da cul­tura. O cer­ta­mente conta ainda com um pai­nel de ses­sões para­le­las com comu­ni­ca­ções pro­pos­tas por aca­dé­mi­cos de vários pon­tos do mundo que foram escru­ti­na­das pelo Comité Cien­tí­fico num pro­cesso de Dou­ble Blind Review.

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    Apresentação Selecção Caminhos (XXIII)

    Selec­ci­o­nar e pro­gra­mar cinema por­tu­guês, no único fes­ti­val que se dedica exclu­si­va­mente ao mesmo, implica um desa­fio cons­tante para a pro­gra­ma­ção. Selec­ci­o­nar é estar atento e des­perto às movi­men­ta­ções comer­ci­ais e não-comer­ci­ais dos fil­mes que são anu­al­mente pro­du­zi­dos, mudando cons­tan­te­mente a nossa pers­pec­tiva de eer um pro­grama e um fes­ti­val de cinema. É ten­tar criar e recriar fór­mu­las (sem­pre imper­fei­tas) de fazer com que se tro­que o banco de casa ou do bar pelo de cinema, para que se aceda a esta com­bi­na­ção per­feita cri­ada pelos rea­li­za­do­res por­tu­gue­ses de um mundo fíl­mico dife­rente, mui­tas vezes quase espi­ri­tual e expres­sivo.

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    Programa Oradores Convidados do IV Simpósio Fusões no Cinema

    Já se encon­tra dis­po­ní­vel o pro­grama das comu­ni­ca­ções de ora­do­res con­vi­da­dos do IV Sim­pó­sio Inter­na­ci­o­nal Fusões no Cinema. O sim­pó­sio decor­rerá nos dias 1718 de novem­bro de 2017, em São João da Madeira, com o apoio da Câmara Muni­ci­pal de São João da Madeira, sendo co-orga­ni­zado pelo fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês e pela Uni­dade de Desen­vol­vi­mento dos Cen­tros Locais de Apren­di­za­gem (UMCLA) da Uni­ver­si­dade Aberta.

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    Abertas as inscrições para a 7ª edição do Cinemalogia

    A 7ª edi­ção do Cine­ma­lo­gia apre­senta-se ao público num for­mato mais com­pacto, 80 horas, per­mi­tindo que mais pes­soas pos­sam usu­fruir deste pro­jecto peda­gó­gico. O corpo docente conta com pro­fis­si­o­nais da sétima arte que têm par­ti­ci­pa­ções impor­tan­tes em obras cine­ma­to­grá­fi­cas por­tu­gue­sas, sendo eles André Badalo, João Silva (Jorri), Manuel Pinto Bar­ros, Pedro Lopes, Lili­ana Las­prilla, Tomás Bal­ta­zar Paulo Cunha. O plano cur­ri­cu­lar é com­posto por algu­mas eta­pas ful­crais de um plano de pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica, tais como o argu­mento, a gra­má­tica cine­ma­to­grá­fica, a ges­tão e pla­ne­a­mento, a roda­gem e os módu­los de pós-pro­du­ção: mon­ta­gem de som e ima­gem, cor­rec­ção de cor e banda sonora.

    Até 11 de novem­bro a orga­ni­za­ção man­tém con­di­ções espe­ci­ais de ins­cri­ção com pre­ços a par­tir dos 150€.  Todos os deta­lhes sobre a sétima edi­ção estão dis­po­ní­veis aqui.

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    Prolongamento do prazo para envio de propostas de comunicação para o 4º Simpósio

    Infor­ma­mos que devido ao inte­resse gene­ra­li­zado nos últi­mos dias na sub­mis­são de comu­ni­ca­ções, deci­di­mos pro­lon­gar o prazo ini­cial. Con­ti­nu­a­re­mos, por­tanto, a acei­tar pro­pos­tas até ao dia 27 de Outu­bro. Saiba mais aqui.

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    A Literatura no Cinema

    Começa quinta-feira dia 12 de Outu­bro às 22h00 no Mini-Audi­tó­rio Sal­gado Zenha da AAC, com a estreia em Coim­bra do filme Com­boio de Sal e Açú­car de Licí­nio Aze­vedo, rea­li­za­dor e escri­tor que adapta a sua pró­pria obra lite­rá­ria ao cinema. Depois ire­mos via­jar até à lite­ra­tura fran­cesa com Albert Camus, autor que alguns clas­si­fi­cam como um apai­xo­nado pela exis­tên­cia, cuja obra adap­tada Longe dos homens tem banda sonora ori­gi­nal com­posta por Nick Cave e War­ren Ellis.

    O Ciclo que terá lugar todas as quin­tas-fei­ras de 12 de Outu­bro a 9 de Novem­bro, incluirá tam­bém obras adap­ta­das ao cinema de Luiz Ruf­fato, Fer­nando Pes­soa e José Sara­mago. Além disso, terá uma ses­são espe­cial para o dia das bru­xas, dia 31 de Outu­bro à 00h00, com A Ins­ta­la­ção do Medo de Ricardo Leite e o filme pro­ta­go­ni­zado por Nuno Melo, O Barão de Edgar Pêra que explora a obra de Bran­qui­nho da Fon­seca num registo que res­sus­cita o expres­si­o­nismo ale­mão dos anos 1920.

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    Júris irão atribuir 25 prémios

    Os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês” regres­sam no final do pró­ximo mês de Novem­bro para a sua 23.ª edi­ção. Desde 1988 que em Coim­bra é orga­ni­zado o único fes­ti­val dedi­cado ao cinema naci­o­nal, pro­mo­vendo todos os géne­ros e metra­gens de auto­res aspi­ran­tes ou con­sa­gra­dos. Os Cami­nhos são plu­rais e neles se encon­tra a diver­si­dade de regis­tos, olha­res e rea­li­da­des pro­mo­vi­das pelo Cinema Por­tu­guês. De 27 de Novem­bro a 3 de Dezem­bro o fes­ti­val ini­ci­ará a única com­pe­ti­ção cine­ma­to­grá­fica do país que além dos fil­mes, irá tam­bém pro­mo­ver e pre­miar a inter­ven­ção téc­nica e artís­tica que con­ju­ga­das trans­for­ma­ram o cinema na sétima arte.

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  • (…) Des­ta­cando-se pelo impor­tante papel que tem vindo a desem­pe­nhar enquanto des­cen­tra­li­za­dor do acesso à cul­tura, aquele que, na sua 23.ª edi­ção, se apre­senta ainda como o único fes­ti­val dedi­cado a todo o cinema por­tu­guês, é hoje um acon­te­ci­mento incon­tor­ná­vel e imper­dí­vel no pano­rama dos fes­ti­vais de cinema em Por­tu­gal. O fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês reveste-se de grande sin­gu­la­ri­dade, pau­tada pelo pro­fis­si­o­na­lismo de todos os que o com­põem e que se reflete na qua­li­dade da pro­gra­ma­ção que ano após ano tem vindo a apre­sen­tar. Sem esque­cer o con­tri­buto que este fes­ti­val tem dado ao debate e à dis­cus­são sobre o Cinema (pela orga­ni­za­ção do Sim­pó­sio) ou a sua aposta na for­ma­ção (com o curso Cine­ma­lo­gia e os fru­tos que daí já reco­lheu), é com enorme satis­fa­ção que, mais uma vez, faze­mos parte desta concretização.(…)

    Luís Chaby Vaz, Presidente do Conselho de Administração do Instituto do Cinema e Audiovisual IP
  • (…) Esta­mos, por­tanto, mais do que nunca da impor­tân­cia sen­sí­veis à impor­tân­cia da Indús­tria Cine­ma­to­grá­fica na pro­mo­ção turís­tica de um des­tino, em par­ti­cu­lar, do Cen­tro de Por­tu­gal. O mesmo o com­prova, por um lado, a recente cri­a­ção da Cen­tro Por­tu­gal Film Com­mis­sion – que pos­si­bi­li­tará unir von­ta­des e criar uma rede inte­grada e pro­fis­si­o­nal, para posi­ci­o­nar o Cen­tro de Por­tu­gal a nível inter­na­ci­o­nal como uma das regiões euro­peias que mais van­ta­gens com­pe­ti­ti­vas pode ofe­re­cer à indús­tria do cinema -, e, por outro lado, a rea­li­za­ção de fes­ti­vais de pres­tí­gio e renome, tais como, o Fes­ti­val Cami­nhos Cinema Por­tu­guês.(…)

    Pedro Machado, Presidente da Entidade Regional Turismo do Centro de Portugal (2017)
  • (…) É – sempre foi, aliás – no ambiente informal e de camaradagem entre realizadores, actores, técnicos, cineclubistas, público, imprensa e equipa dos Caminhos que reside o seu charme e, quiçá, a razão principal para a sua longevidade. Isto porque não foi fácil criar, quanto mais manter vivo, um festival dedicado em exclusividade ao Cinema Português, com todas as condicionantes conhecidas (diríamos antes “estruturais”) a que o festival soube sempre responder com a sua criatividade e perseverança, sempre com a simpatia com que trabalha a equipa dos Caminhos do Cinema Português, que, assim, está redobradamente de parabéns por mais esta concretização.(…)

    Paulo Martins, Vice-Presidente da Mesa da Assembleia da FPCC (2017)
  • A Câmara Municipal de Coimbra congratula o Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra por mais uma edição deste importante festival. O certame, que, através do cinema português, promove as relações entre os estudantes e a cidade, irá oferecer, durante sete dias, um programa rico e variado, ao mesmo tempo que será um local único para debate, intercâmbio e reflexão. (…)

    Carina Gomes, Vereadora da Cultura do Município de Coimbra (2017)
  • A cidade de Coim­bra aco­lhe este ano o XXIII Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês. Ao fim de 23 edi­ções pode­mos dizer que o Fes­ti­val já repre­senta uma marca incon­tor­ná­vel na vida cul­tu­ral da cidade e no pano­rama cine­ma­to­grá­fico naci­o­nal. O Fes­ti­val, pro­mo­vido pela Asso­ci­a­ção de Artes Cine­ma­to­grá­fi­cas de Coim­bra e do Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mica de Coim­bra, cons­ti­tui-se como mos­tra da plu­ra­li­dade do Cinema português, garantindo o reconhe­ci­mento artís­tico e popu­lar do tra­ba­lho que se vai desen­vol­vendo e a neces­sá­ria reno­va­ção da sétima arte em Por­tu­gal.

    Eduardo Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República (2017)
  • Cinema por­tu­guês é sinó­nimo de diver­si­dade e qua­li­dade: de auto­res, de géne­ros, de temas, de abor­da­gens téc­ni­cas, de lin­gua­gens e de pro­fis­si­o­nais do setor. É nes­tas carac­te­rís­ti­cas que o Cinema, enquanto parte da iden­ti­dade cul­tu­ral por­tu­guesa, reflete a impor­tân­cia de enten­der a Cul­tura como um valor trans­ver­sal, de acesso demo­crá­tico. O fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês tem vindo a con­so­li­dar a sua impor­tân­cia como cata­li­sa­dor destes prin­cí­pios, ao demo­cra­ti­zar o acesso à Cul­tura, des­cen­tra­li­zando a sua oferta e con­tri­buindo para a cons­tru­ção de novos públi­cos, cada vez mais inte­res­sa­dos, infor­ma­dos e exi­gen­tes. Este é o 23º ano em que, atra­vés deste Fes­ti­val, a diver­si­dade e a qua­li­dade do cinema naci­o­nal se reú­nem num espaço comum, mos­trando que os mui­tos cami­nhos da cine­ma­to­gra­fia podem con­ver­gir num único ponto de encon­tro, onde todo o cinema é por­tu­guês.

    Luís Castro Mendes, Ministro da Cultural (2017)
  • O fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês exerce uma fun­ção essen­cial no cinema por­tu­guês, quer divul­gando a pro­du­ção exis­tente quer abrindo cami­nho a novos inte­res­sa­dos nesta ati­vi­dade, que é tão poten­ci­a­dora da dinâ­mica de uma soci­e­dade que tem de ser pro­a­tiva. Estou certo que esta edi­ção vai estar à altura desta mis­são, abrindo mais por­tas, sem­pre renovadas.

    João Gabriel Silva, Magnífico Reitor da Universidade de coimbra
  • Se os “Caminhos do Cinema Português” fossem um filme (ou um conjunto de filmes) e fazendo uma retrospetiva rápida, podemos olhar para os primeiros anos como curtas metragens, para a consolidação do festival como longas metragens e, atualmente, podemos considerar que estamos na presença de uma saga de culto com vários episódios. Nesta 23ª edição, haveria já direito a uma “box premium” com espaço para os vários extras que os Caminhos (como quem acompanha gosta de chamar) já comportam, além do Festival: o Ciclo Fusões, o Simpósio, o curso Cinemalogia... Os cenários onde se desenrola esta saga alargaram-se, e bem, para fora de Coimbra, epicentro dos Caminhos. Mais um sinal de crescimento. Mais há outros sinais bem interessantes a acompanhar a resiliência e porfia deste Festival – a cidade e a região têm sido intensamente procuradas para a produção cinematográfica. Estaremos num momento de viragem? Se se verificar que sim, seguramente que os Caminhos desempenharam um importante papel. Um papel químico, se quiserem, de elemento que revela os efeitos da luz. Com a química a encontrar a magia, como na origem do cinema.

    Clara Almeida Santos, Vice-Reitora para a Cultura e Comunicação da Universidade de Coimbra (2017)