• Crónica Queremos o Cinema! Dêem-nos o Cinema!”

    Em 1995, ano em que o Cinema completou um século de vida, os ‘Cahiers du Cinéma’ publicaram uma entrevista feita a Federico Fellini que terminava questionando-o sobre a sobrevivência do cinema e cuja resposta foi “Um dia, as pessoas vão-se cansar da luz bruxuleante da televisão, desligarão os receptores, sairão à rua em magotes e erguerão os braços clamando defronte dos cinemas encerrados ‘Queremos o Cinema! Dêem-nos o Cinema!’.

    Na noite do passado domingo, na Cerimónia de Abertura dos Caminhos do Cinema Português, a multidão que encheu literalmente a sala do TAGV para ver uma curta e uma longa realizadas por cineastas conimbricenses deu razão ao mestre e também a Godard, quando afirmou que “a televisão está para o esquecimento, como o cinema para a memória”.
    Deu também uma grande alegria ao presidente da Direcção do ICA, José Pedro Ribeiro, que momentos antes durante o jantar referia “já ganhámos a batalha do cinema, falta só ganharmos a do público”.

    Mas acima de tudo, gratificou duma forma generosa e ostensiva a equipa que, ano após ano, transforma Coimbra, cidade da Cultura, ma capital do Cinema Português, trazendo ao TAGV e ao, recuperado Theatrix, cerca de 170 filmes, desde os 67 da Secção Competitiva, aos exibidos nos Ensaios Visuais (trabalhos realizados pelos alunos das escolas de cinema), passando pelos Caminhos do Cinema Europeu, este ano dedicados à rica cinematografia turca, animações para os mais jovens nos Caminhos Juniores e Retrospectiva Cinema Novo, 5 obras escolhidas a dedo de entre os filmes mais emblemáticos do movimento que mudou o cinema português o projectou no mundo.
    Até dia 23, oportunidade de ver muito e, acima de tudo, bom cinema, convivendo em torno dele e da música nas After Parties do Theatrix, diariamente a partir da meia-noite e meia. Desde dia 14 e até terça-feira, a Festa do Cinema Português, é em Coimbra, nos XVII Caminhos do Cinema Português.

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  • Apresentação do Filme O Cerco

    À semelhança de Eduardo Geada que pediu aos Caminhos uma breve a presentação de “Sofia e a Educação Sexual”, filme que abriu o ‘Programa Cinema Novo’, também António da Cunha Telles nos sugeriu uma breve contextualização do seu O Cerco que exibiremos hoje, o 4º deste ciclo de cinco filmes emblemáticos do movimento iniciado nos anos 60 e que mudou definitivamente a imagem do cinema português, expondo-o aos olhos do mundo.
    Cunha Telles é um caso curioso no panorama dos cineastas que deram corpo ao movimento.Oriundo da Madeira, onde começou a fazer cinema como amador, ainda em 9,5 milímetros, o formato criado pela Pathé francesa e que levaria a Kodak a lançar o 16 mm, veio para o continente integrar o grupo de pioneiros da RTP, o que lhe facultou o acesso a uma bolsa de estudo em Paris.
    Estudou no I.H.D.E.C., Institute d’Hautes Études Cinématographiques de Paris, onde cursou realização a montagem, acabando por tirar uma licenciatura na Sorbonne e um curso de audiovisuais em St. Clois. Durante a permanência em Paris viveu praticamente na Cinemateca Francesa, bebendo o clima de euforia que caracterizavas a cinefilia à época.
    De regresso a Portugal, estreou-se produzido filmes como Domingo à Tarde e Verdes Anos, ambos de Paulo Rocha e este último responsável pela revelação ao mundo da figura incontornável de Carlos Paredes (autor da banda musical), Katembe de Faria de Almeida que sofreria 60 cortes da censura e nunca foi exibido, estreando-se aqui no TAGV no próximo dia 27, com a presença do realizador e da mentora desta restauração Carmo Piçarra, e Belarmino de Fernando Lopes que amanhã encerra o ciclo.
    Em finais dos anos 60, acabado o dinheiro para a produção, decidiu passar à realização com O Cerco, alvo de boicote no nosso país e enfim seleccionado para a “Semana da Crítica de Cannes”, sendo objecto dum extenso trabalho no “Le Monde”, colocando a actriz Maria Cabral na capa da revista “Elle” e sendo referida pela “Variety” norte-americana como “a futura grande actriz do cinema europeu”. Entre nós, o filme foi exibido 3 meses no Cinema Império, em 3 sessões diárias, tendo merecido ao crítico Lauro António a afirmação “O Cerco é o filme que eu gostaria de ter feito.”
    O filme foi feito por 6 pessoas, quase sem dinheiro, com película fora de prazo paga a 1$00 por metro, cada actor recebeu o cachet simbólico de 10.000$00 e até o chefe-maquinista fez de actor principal. Mas, acima de tudo, O Cerco ficaria para a história pelo rosto sardento de Maria Cabral, pela extrema suavidade da película fora de prazo, pelo tratamento sensível dado às personagens, tema que mais prende o realizador, como voltaria a suceder décadas volvidas quando fez dum modelo chamado Marisa Cruz, a diva de Kiss Me.
    À semelhança de Eduardo Geada que pediu aos Caminhos uma breve apresentação de Sofia e a Educação Sexual, filme que abriu o ‘Programa Cinema Novo’, também António da Cunha Telles nos sugeriu uma breve contextualização do seu O Cerco que exibiremos hoje, o quarto deste ciclo de cinco filmes emblemáticos do movimento iniciado nos anos 60 e que mudou definitivamente a imagem do cinema português, expondo-o aos olhos do mundo. Cunha Telles é um caso curioso no panorama dos cineastas que deram corpo ao movimento.Oriundo da Madeira, onde começou a fazer cinema como amador, ainda em 9,5 milímetros, o formato criado pela Pathé francesa e que levaria a Kodak a lançar o 16 mm, veio para o continente integrar o grupo de pioneiros da RTP, o que lhe facultou o acesso a uma bolsa de estudo em Paris.
    Estudou no I.H.D.E.C., Institute d’Hautes Études Cinématographiques de Paris, onde cursou realização a montagem, acabando por tirar uma licenciatura na Sorbonne e um curso de audiovisuais em St. Clois. Durante a permanência em Paris viveu praticamente na Cinemateca Francesa, bebendo o clima de euforia que caracterizavas a cinefilia à época.
    De regresso a Portugal, estreou-se produzido filmes como Domingo à Tarde e Verdes Anos, ambos de Paulo Rocha e este último responsável pela revelação ao mundo da figura incontornável de Carlos Paredes (autor da banda musical), Katembe de Faria de Almeida que sofreria 60 cortes da censura e nunca foi exibido, estreando-se aqui no TAGV no próximo dia 27, com a presença do realizador e da mentora desta restauração Carmo Piçarra, e Belarmino de Fernando Lopes que amanhã encerra o ciclo.
    Em finais dos anos 60, acabado o dinheiro para a produção, decidiu passar à realização com O Cerco, alvo de boicote no nosso país e enfim seleccionado para a “Semana da Crítica de Cannes”, sendo objecto dum extenso trabalho no “Le Monde”, colocando a actriz Maria Cabral na capa da revista “Elle” e sendo referida pela “Variety” norte-americana como “a futura grande actriz do cinema europeu”. Entre nós, o filme foi exibido 3 meses no Cinema Império, em 3 sessões diárias, tendo merecido ao crítico Lauro António a afirmação “O Cerco é o filme que eu gostaria de ter feito.” 
    O filme foi feito por 6 pessoas, quase sem dinheiro, com película fora de prazo paga a 1$00 por metro, cada actor recebeu o cachet simbólico de 10.000$00 e até o chefe-maquinista fez de actor principal. Mas, acima de tudo, O Cerco ficaria para a história pelo rosto sardento de Maria Cabral, pela extrema suavidade da película fora de prazo, pelo tratamento sensível dado às personagens, tema que mais prende o realizador, como voltaria a suceder décadas volvidas quando fez dum modelo chamado Marisa Cruz, a diva de Kiss Me.

     

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  • Crónica Abertura

    - Crónica de Opinião -

    Em 2010 abrem-se as portas para os Caminhos do Cinema Português com chave de ouro. Isto pois a noite de abertura do festival contará com a exibição do filme “Embargo”, produção maioritariamente feita na cidade de Coimbra, onde o festival se realiza anualmente. O novo trabalho de António Ferreira, que já nos presenteou com obras como “Respirar (Debaixo de Água)” (que também terá uma exibição especial no último dia do festival) e “Esquece Tudo o que te Disse”, é não só prova evidente do vasto contributo que a capital dos estudantes pode providenciar ao cinema nacional, mas também um excelente fruto criativo da ficção cinematográfica portuguesa actual.

    A trama, adaptada de um conto de José Saramago, aborda a história de Nuno, o inventor de uma máquina que promete revolucionar a indústria do calçado e que, na véspera de um encontro de negócios crucial para o seu futuro, vê-se numa situação algo carismática (e surreal) que firma-se como obstáculo ao futuro que deseja para si e a sua família, num futuro afligido por uma crise marcada pela escassez de gasolina.

    O filme, que muitos já classificaram como uma homenagem às comédias dos irmãos Coen e louvaram como uma das melhores adaptações dos escritos de José Saramago, acaba por ser muito mais que isso, pois desafia classificações e/ou géneros (nos tempos que correm, em que a falta de originalidade da sétima arte começa a ser palpável, tal é notável) e evoca um mundo pós-apocalíptico, em que a sátira e a criatividade andam de mãos dadas a mil à hora. Ao abordar uma visão algo metafórica da sociedade, mas com os pés assentes na cultura mundana portuguesa, o argumento da autoria de Tiago Sousa consegue criar e desenvolver um mundo próprio do conto original de Saramago em que se baseia.

    Nesse cenário, é narrada uma história em que o desejo do homem comum de conseguir uma vida melhor é o centro fulcral de uma comédia dramática que consegue capturar até mesmo o mais desinteressado dos públicos. Tal deve-se à realização de António Ferreira, que envereda por um estilo visual bastante único no cinema nacional, embora mantendo um ambiente acessível a todos. O timing cómico e o ritmo narrativo presentes em “Embargo” são impecáveis e reveladores de um teor criativo bastante pessoal, que demonstra um artesão do cinema nacional em clara ascensão. Destaque também merecido ao elenco de actores, sucinto mas competente, que conferem emoção e suscitam empatia às personagens que encarnam e ao mundo que retratam. Sobretudo o actor Filipe Costa, que retrata na perfeição o protagonista, enquanto herói tragicamente afligido pelo mundo em crise que o rodeia. Por último, é de se louvar a banda sonora (da autoria de Luís Pedro Madeira) que confere um tom próprio ao filme.

    Por mais que se possa falar do filme “Embargo” (e, de facto, a quantidade de pormenores que o filme comporta fornece papel onde se podem redigir várias opiniões e/ou debates) o bom mesmo será experienciar o filme numa sala própria de cinema e já que não se encontra mais em exibição nas salas comerciais (depois de várias semanas em que afluíram bastantes espectadores), é de se aproveitar a exibição de hoje à noite no TAGV para ver (ou rever) um dos grandes projectos do cinema nacional deste ano.

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  • Está quase!

    A par­tir de ama­nhã não perca todo o cinema fran­cês em Coim­bra. Upsst! É o de cinema por­tu­guês que fala­mos! Com mais de 60 fil­mes em com­pe­ti­ção na selec­ção ofi­cial, 25 em com­pe­ti­ção nos ensaios visu­ais! Mas muito mais, não perca as nos­sas for­ma­ções e as con­fe­rên­cias, bem como as ses­sões de cinema euro­peu no The­a­trix Coim­bra, ou ainda a retros­pec­tiva de Cinema Novo. Para quem con­se­guir aguen­tar o dia, e ainda tiver for­ças não se esqueça que pode quei­mar ener­gia nas nos­sas after­par­ties.

    Para já dê uma olha­dela no Catá­logo do Fes­ti­val, e esteja a par de todas as novi­da­des!

    Capa Catalogo

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  • Workshops Info

    Informamos que os Workshops de Edição de Imagem, Cinematografia em Cinema Digital e Produção e Realização Vídeo se encontram praticamente esgotados. Pelo que a quem se inscreveu recomendamos o pagamento o quanto antes possível e caso o mesmo seja efectuado por transferência bancária ou vale postal, procedam ao envio do comprovativo  de forma a finalizar a inscrição.

    Aproveitamos a ocasião para informar que a pré-inscrição sem pagamento não garante a reserva do lugar a partir do momento em que as vagas se encontram em vias de esgotar, pelo que qualquer nova inscrição que seja liquidada, se torna efectiva de imediato. Aproveitamos igualmente para informar que as Salas/Locais de Formação já se encontram definidos.
    Relembramos que a Inscrição em qualquer Acção de Formação garante ao formando o acesso a todas as sessões do festival sem quaisquer custos, mediante apresentação de credencial e troca pelos correspondentes ingressos nas salas onde se realizam as exibições cinematográficas.

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  • Video

    Spots Video do Fes­ti­val

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  • Alguns números…

    Sec­ção Com­pe­ti­tiva

    Lon­gas-metra­gens 749
    Cur­tas-metra­gens 39141′‘
    Docu­men­tá­rios 814
    Ani­ma­ções 15945

    Ensaios Visu­ais – 38710′‘
    Cami­nhos Juni­o­res 59′ x 7 dias
    Cinema Euro­peu 691

    Con­fe­rên­cias 2
    Workshops 5
    19 Ban­das, Artis­tas e DJs

    Evento Iné­dito – A Jig­saw musi­cam Res­pi­rar (Debaixo de Água) de Antó­nio Fer­reira

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  • After Parties

    Afterparties_net

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  • A Câmara Municipal de Coimbra congratula o Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra por mais uma edição deste importante festival. O certame, que, através do cinema português, promove as relações entre os estudantes e a cidade, irá oferecer, durante sete dias, um programa rico e variado, ao mesmo tempo que será um local único para debate, intercâmbio e reflexão. (…)

    Carina Gomes, Vereadora da Cultura do Município de Coimbra (2017)
  • A cidade de Coim­bra aco­lhe este ano o XXIII Fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês. Ao fim de 23 edi­ções pode­mos dizer que o Fes­ti­val já repre­senta uma marca incon­tor­ná­vel na vida cul­tu­ral da cidade e no pano­rama cine­ma­to­grá­fico naci­o­nal. O Fes­ti­val, pro­mo­vido pela Asso­ci­a­ção de Artes Cine­ma­to­grá­fi­cas de Coim­bra e do Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mica de Coim­bra, cons­ti­tui-se como mos­tra da plu­ra­li­dade do Cinema português, garantindo o reconhe­ci­mento artís­tico e popu­lar do tra­ba­lho que se vai desen­vol­vendo e a neces­sá­ria reno­va­ção da sétima arte em Por­tu­gal.

    Eduardo Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República (2017)
  • Cinema por­tu­guês é sinó­nimo de diver­si­dade e qua­li­dade: de auto­res, de géne­ros, de temas, de abor­da­gens téc­ni­cas, de lin­gua­gens e de pro­fis­si­o­nais do setor. É nes­tas carac­te­rís­ti­cas que o Cinema, enquanto parte da iden­ti­dade cul­tu­ral por­tu­guesa, reflete a impor­tân­cia de enten­der a Cul­tura como um valor trans­ver­sal, de acesso demo­crá­tico. O fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês tem vindo a con­so­li­dar a sua impor­tân­cia como cata­li­sa­dor destes prin­cí­pios, ao demo­cra­ti­zar o acesso à Cul­tura, des­cen­tra­li­zando a sua oferta e con­tri­buindo para a cons­tru­ção de novos públi­cos, cada vez mais inte­res­sa­dos, infor­ma­dos e exi­gen­tes. Este é o 23º ano em que, atra­vés deste Fes­ti­val, a diver­si­dade e a qua­li­dade do cinema naci­o­nal se reú­nem num espaço comum, mos­trando que os mui­tos cami­nhos da cine­ma­to­gra­fia podem con­ver­gir num único ponto de encon­tro, onde todo o cinema é por­tu­guês.

    Luís Castro Mendes, Ministro da Cultural (2017)
  • O fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês exerce uma fun­ção essen­cial no cinema por­tu­guês, quer divul­gando a pro­du­ção exis­tente quer abrindo cami­nho a novos inte­res­sa­dos nesta ati­vi­dade, que é tão poten­ci­a­dora da dinâ­mica de uma soci­e­dade que tem de ser pro­a­tiva. Estou certo que esta edi­ção vai estar à altura desta mis­são, abrindo mais por­tas, sem­pre renovadas.

    João Gabriel Silva, Magnífico Reitor da Universidade de coimbra
  • (…) Des­ta­cando-se pelo impor­tante papel que tem vindo a desem­pe­nhar enquanto des­cen­tra­li­za­dor do acesso à cul­tura, aquele que, na sua 23.ª edi­ção, se apre­senta ainda como o único fes­ti­val dedi­cado a todo o cinema por­tu­guês, é hoje um acon­te­ci­mento incon­tor­ná­vel e imper­dí­vel no pano­rama dos fes­ti­vais de cinema em Por­tu­gal. O fes­ti­val Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês reveste-se de grande sin­gu­la­ri­dade, pau­tada pelo pro­fis­si­o­na­lismo de todos os que o com­põem e que se reflete na qua­li­dade da pro­gra­ma­ção que ano após ano tem vindo a apre­sen­tar. Sem esque­cer o con­tri­buto que este fes­ti­val tem dado ao debate e à dis­cus­são sobre o Cinema (pela orga­ni­za­ção do Sim­pó­sio) ou a sua aposta na for­ma­ção (com o curso Cine­ma­lo­gia e os fru­tos que daí já reco­lheu), é com enorme satis­fa­ção que, mais uma vez, faze­mos parte desta concretização.(…)

    Luís Chaby Vaz, Presidente do Conselho de Administração do Instituto do Cinema e Audiovisual IP
  • (…) Esta­mos, por­tanto, mais do que nunca da impor­tân­cia sen­sí­veis à impor­tân­cia da Indús­tria Cine­ma­to­grá­fica na pro­mo­ção turís­tica de um des­tino, em par­ti­cu­lar, do Cen­tro de Por­tu­gal. O mesmo o com­prova, por um lado, a recente cri­a­ção da Cen­tro Por­tu­gal Film Com­mis­sion – que pos­si­bi­li­tará unir von­ta­des e criar uma rede inte­grada e pro­fis­si­o­nal, para posi­ci­o­nar o Cen­tro de Por­tu­gal a nível inter­na­ci­o­nal como uma das regiões euro­peias que mais van­ta­gens com­pe­ti­ti­vas pode ofe­re­cer à indús­tria do cinema -, e, por outro lado, a rea­li­za­ção de fes­ti­vais de pres­tí­gio e renome, tais como, o Fes­ti­val Cami­nhos Cinema Por­tu­guês.(…)

    Pedro Machado, Presidente da Entidade Regional Turismo do Centro de Portugal (2017)
  • (…) É – sempre foi, aliás – no ambiente informal e de camaradagem entre realizadores, actores, técnicos, cineclubistas, público, imprensa e equipa dos Caminhos que reside o seu charme e, quiçá, a razão principal para a sua longevidade. Isto porque não foi fácil criar, quanto mais manter vivo, um festival dedicado em exclusividade ao Cinema Português, com todas as condicionantes conhecidas (diríamos antes “estruturais”) a que o festival soube sempre responder com a sua criatividade e perseverança, sempre com a simpatia com que trabalha a equipa dos Caminhos do Cinema Português, que, assim, está redobradamente de parabéns por mais esta concretização.(…)

    Paulo Martins, Vice-Presidente da Mesa da Assembleia da FPCC (2017)
  • Se os “Caminhos do Cinema Português” fossem um filme (ou um conjunto de filmes) e fazendo uma retrospetiva rápida, podemos olhar para os primeiros anos como curtas metragens, para a consolidação do festival como longas metragens e, atualmente, podemos considerar que estamos na presença de uma saga de culto com vários episódios. Nesta 23ª edição, haveria já direito a uma “box premium” com espaço para os vários extras que os Caminhos (como quem acompanha gosta de chamar) já comportam, além do Festival: o Ciclo Fusões, o Simpósio, o curso Cinemalogia... Os cenários onde se desenrola esta saga alargaram-se, e bem, para fora de Coimbra, epicentro dos Caminhos. Mais um sinal de crescimento. Mais há outros sinais bem interessantes a acompanhar a resiliência e porfia deste Festival – a cidade e a região têm sido intensamente procuradas para a produção cinematográfica. Estaremos num momento de viragem? Se se verificar que sim, seguramente que os Caminhos desempenharam um importante papel. Um papel químico, se quiserem, de elemento que revela os efeitos da luz. Com a química a encontrar a magia, como na origem do cinema.

    Clara Almeida Santos, Vice-Reitora para a Cultura e Comunicação da Universidade de Coimbra (2017)