Uma Palavra!

O Cinema por­tu­guês nunca exis­tiu” é o título de uma obra conhe­cida, cho­cante que desen­ca­deia em nós a von­tade de con­fron­tar tal acep­ção. Ao longo dos últi­mos sete anos tive o pra­zer de veri­fi­car e denún­ciar que aquele juízo de valor está errado e longe da rea­li­dade. Se é ver­dade que a pro­du­ção de cinema por­tu­guês foi e con­ti­nua a ser parca, não é menos ver­dade que uma média de cin­quenta fil­mes por­tu­gue­ses têm entrado em com­pe­ti­ção ano após ano no único fes­ti­val de cinema naci­o­nal – os Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês.
Nas últi­mas qua­torze edi­ções este con­se­guiu afir­mar-se ao nível local e naci­o­nal como um espaço de refe­rên­cia onde o público pode assis­tir à maior mon­tra de fil­mes por­tu­gue­ses, nos diver­sos for­ma­tos, com­ple­men­tada por um vasto leque de acti­vi­da­des para­le­las. Esta­mos orgu­lho­sos de ter con­se­guido este reco­nhe­ci­mento e ter con­tri­buido deci­si­va­mente para a des­lo­ca­li­za­ção geo­grá­fica de que pade­cem a mai­o­ria dos even­tos cul­tu­rais, ao rea­li­zar no cen­tro do país este evento sin­gu­lar.
Que­re­mos con­ti­nuar a con­tes­tar a estra­nha rela­ção que se criou entre o público por­tu­guês e o seu cinema, da qual esta­mos todos cien­tes, refor­çando o evento com as suas com­po­nen­tes de for­ma­ção como é o caso dos Workshops, das ses­sões para cri­an­ças, no caso dos Cami­nhos Juni­o­res, e con­ti­nuar a apos­tar na exi­bi­ção dos tra­ba­lhos resul­tan­tes das diver­sas Esco­las de Cinema, no caso dos Ensaios Visu­ais. O Fes­ti­val não poderá assen­tar somente nas ses­sões com­pe­ti­ti­vas, mas tem que ser obri­ga­to­ri­a­mente pre­en­chido com estas acti­vi­da­des basi­la­res. E à seme­lhança da pro­du­ção, enten­de­mos ser impos­sí­vel des­cu­rar a pro­mo­ção e exi­bi­ção da nossa cine­ma­to­gra­fia.