Watching the River Flow – CAV 1423 Novembro

Curadoria de Sean Walsh | Centro de Artes Visuais, Coimbra | 1423 Novembro 2012

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…wat­ching the river flow…’ é uma expo­si­ção do tra­ba­lho de uma série de artis­tas irlan­de­ses em foto­gra­fia e vídeo.
Orga­ni­zado por Sean Walsh, Direc­tor do Bal­lina Arts Cen­tre, a expo­si­ção capta a essen­cia da Irlanda no século XXI. O colapso eco­nó­mico, o qual seguiu os anos boom’ do Cel­tic Tiger, teve pro­fun­dos efei­tos sóci­o­cul­tu­rais num país que estava a che­gar a uma con­clu­são quanto à sua recente pros­pe­ri­dade.

A Irlanda sem­pre foi um país cujos artis­tas tive­ram um papel impor­tante na escrita e no registo da sua his­tó­ria. Durante o último século, muita dessa his­tó­ria era com­posta por pobreza, repres­são e misé­ria. No virar do milé­nio, o país foi apa­nhado por todo um mundo em desen­vol­vi­mento e expe­ri­men­tou uma pros­pe­ri­dade sem pre­ce­dente. Com o colapso da indus­tria da cons­tru­ção e o boom’ da pro­pri­e­dade, a robus­tez da eco­no­mia do país mur­chou, dei­xando dívi­das astro­nó­mi­cas que o país terá de pagar durante as pró­xi­mas gera­ções. Porém, ape­sar de tudo isto, a vida con­ti­nua.

E mais uma vez, os artis­tas da Irlanda estão lá para regis­tar o rio’ da vida. Eles obser­vam-no numa pers­pec­tiva exte­rior’. Esta expo­si­ção realça alguns dos mais inte­res­san­tes artis­tas irlan­de­ses. Tra­ba­lhando em foto­gra­fia e vídeo, eles são tal­vez os mais bem equi­pa­dos para cap­tu­rar a ver­da­deira essen­cial da mudança irlan­desa. Atra­vés do seu tra­ba­lho, vemos pes­soal, espa­ços, luga­res, pré­dios, objec­tos… alguns com uma borda’ abs­tracta, enquanto outras mais cla­ras. A linha comum que une todo o tra­ba­lho, porém, é a rea­li­dade. E é o agora. ‘…wat­ching the river flow…’ realça o tra­ba­lho de: Niall Ker­ri­gan (foto­gra­fia); Aideen Barry (vídeo); Alan James Burns (vídeo); Ian Wiec­zo­rek (vídeo); Amanda Rice (vídeo); Paul Hal­la­nhan (vídeo); e Ruby Wal­lis (foto­gra­fia).

Artistas

Niall Ker­ri­gan – Dere­lict
Niall Ker­ri­gan desig­ner grá­fico galar­do­ado de Dublin, agora a viver em Kil­lala, no Con­dado de Mayo. Desde que se mudou para Mayo que docu­men­tou a área onde vive e tra­ba­lhou por meio de foto­gra­fia, que repre­senta a maior parte do seu tra­ba­lho. Dere­lict: Silent & Still é uma expo­si­ção ins­pi­rada pela arqui­tec­tura do aban­dono. Durante a reno­va­ção urbana, mui­tas foram as casas dei­xa­das, esco­ra­das por madei­ras, aguar­dando as suas ter­ras por um preço justo. Estas meias-casas, divi­di­das por pare­des inte­ri­o­res, são a deca­dên­cia dei­xada para trás pelo Homem. Foram des­pi­tas de tudo, menos de raras evi­dên­cias de que outrora foram habi­ta­das por huma­nos: um prato par­tido, um sapato sem sola, expri­mindo um sen­ti­mento de aban­dono e perda. Foram dei­xa­dos como – quase lite­ral­mente – uma perda de espaço. Encon­tra-se cada um deles a apo­dre­cer em silên­cio, dando-lhe voz atra­vés ape­nas de enqua­dra­mento e luz natu­ral.

Aideen Barry – Pos­ses­sion
Pos­ses­sion é o filme de ani­ma­ção de Aideen Barry’s, que sati­riza a nossa ten­den­cia de viver além das nos­sas neces­si­dade para per­se­guir a nossa neces­si­dade. Aideen Barry (nas­ceu em 1979) é um artista visual que vive na Irlanda. Barry nas­ceu em Cork e é conhe­cida pelas suas acções per­for­ma­ti­vas, fil­mes, escul­tura, dese­nho e tra­ba­lho de ins­ta­la­ção. O seu tra­ba­lho foi mos­trado naci­o­nal e inter­na­ci­o­nal­mente numa série de museus, cen­tro de Arte Con­tem­po­râ­nea, Gale­rias pri­va­das e Fei­ras de arte por todo o mundo.

Alan James Burns – unti­tled
Alan James Burns é um artista de vídeo, ins­ta­la­ção e per­for­mance, resi­dente em Dublin. Rece­beu um BA em Belas Artes, pelo Dublin Ins­ti­tute of Tech­no­logy, 2008. As suas exi­bi­ções a solo incluem Till the Cows Come Home’ (Cavan County Museum, 2011) e To Walk in a State of Fina­lity than in one of Imper­mance’ (Exchange Gal­lery, 2010). Futu­ras exi­bi­ções incluem Cla­re­mor­ris Open, Cla­re­mor­ris, Co Mayo and Gra­ce­lands, Co. Lei­trim, 2011 Alan James Burns is a video, ins­tal­la­tion, per­for­mance artist based in Dublin. He recei­ved a BA in Fine Art, from Dublin Ins­ti­tute of Tech­no­logy, 2008. Solo exhi­bi­ti­ons include Till the Cows Come Home, Cavan County Museum, 2011 and To Walk in a State of Fina­lity than in one of Imper­mance, Exchange Gal­lery, 2010. Forth­co­ming exhi­bi­ti­ons include Cla­re­mor­ris Open, Cla­re­mor­ris, Co Mayo and Gra­ce­lands, Co. Lei­trim, 2011.

Ian Wiec­zo­rek- Busi­ness as Usual
A prá­tica artis­tica de Ian Wiec­zo­rek é base­ada pri­mei­ra­mente na pin­tura e no desejo, e mais recen­te­mente na cura­do­ria. Desde 2003 que expõe ampla­mente em grupos/​shows pri­va­dos na Irlanda (incluindo Under­tow (orga­ni­zado por Alice Maher e Aideen Barry) 201112; CCA:RDS Col­lec­tive Con­tem­po­rary Art 2010 (orga­ni­zado por Helen Carey); COE/​Claremorris Open Exhi­bi­tion 2009; e IONTAS 2005), N. Irlanda, Ale­ma­nha (Kor­nhäus­chen, Ascha%enburg, e turn-ber­lin gal­lery, Ber­lim) e China (411 Gal­le­ries, Hangzhou, China Cen­tral Aca­demy of Fine Art Gal­lery, Bei­jing e Eas­tlink Gal­lery, Shanghai). Busi­ness As Usual é uma curta-metra­gem que explora as noções de per­sis­tên­cia e tran­si­gên­cia, fil­mado num hotel aban­do­nado à beira-mar em West Kerry. A peça apre­senta qua­tro pon­tos de vista do inte­rior do hotel, apa­ren­te­mente está­tico, porém reflec­tindo as mudan­ças atmos­fé­rias, obser­vando um desa­pa­re­ci­mento pro­gres­sivo de uma estru­tura des­truída. Um edi­fí­cio que, mesmo com o vento, pin­gos de água e inva­dido por aves, ainda ecoa res­so­nân­cias do seus apo­geu.

Amanda Rice – fire sequence
Amanda Rice é uma artista multi-media. O seu tra­ba­lho alterna entre os supor­tes impres­sos, ins­ta­la­ções e múl­ti­plas abor­da­gens pro­cu­rando atin­gir o ide­a­lismo den­tro da ambi­gui­dade ou ambi­en­tes banais. Os seus tra­ba­lhos focam assun­tos como o pro­gresso e a urba­ni­za­ção, ape­sar de os seus tra­ba­lhos esta­rem poli­ti­za­dos tam­bém reflec­tem algum humor. O seu tra­ba­lho actual toma o ponto de vista do migrante, da via­gem e do fluxo como meios de cons­truir a iden­ti­dade de cada indi­ví­duo. O tempo de trân­sito levou-a a con­si­de­rar que a estag­na­ção social se pode desen­vol­ver quando con­fron­tada em ambi­en­tes con­sis­ten­tes e repe­ti­ti­vos.

Paul Hal­lahan – holy the super­na­tu­ral extra bril­li­ant intel­li­gent kind­ness of the soul
Holy the super­na­tu­ral extra bril­li­ant intel­li­gent kind­ness of the soul” é um tra­ba­lho em video por Paul Hal­lahn, um artista irlan­dês de Kil­dare. O seu tra­ba­lho é ampla­mente base­ado por meio de vídeo e envolve um olhar sob a rela­ção entre o Homem e o seu redor. Entre 20092012 fun­dou com diri­giu Soma Con­tem­po­rary Art Space na cidade de Water­ford.

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p style=“text-align: jus­tify;”>Ruby Wal­lis – Other Madon­nas
Ruby Wal­lis é uma inves­ti­ga­dora PhD jun­ta­mente com o Nati­o­nal Col­lege of Art & Design, Dublin (NCAD) e Grad­CAM. Ela com­ple­tou o seu M.A. em Foto­gra­fia Docu­men­tal em 2007 na Uni­ver­sity of New­port, Wales e um grau em Pin­tura na GMIT, 2004. Wal­lis tem exposto inter­na­ci­o­nal­mente desde 2003. Ela foi par­ti­ci­pou no Com­mu­nity Artist – com CREATE, Prac​tice​.ie e no Galway Arts Cen­tre desde 2002. Tam­bém foi nome­ada em 20062009 para o Gal­lery of Photography’s Artist Award e fez parte do seu show-digres­são An Insi­ders View’, Foto­gra­fia, exposto em Dublin, Ales, Paris e Ber­lim em 2008. Os tra­ba­lhos nesta exi­bi­ção são reti­ra­dos de Other Madon­nas: body of work docu­men­ting alter­na­tive and tan­gen­tial com­mu­ni­ties, on this occa­sion with a series of pho­to­graphs of sin­gle mothers with their daugh­ters’.